Franquias para casais: dicas da ABF para iniciar um negócio juntos
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São Paulo - Muitos brasileiros têm o desejo de empreender e quando isso é feito em casal, pode facilitar para somar recursos financeiros para um investimento inicial. E o modelo de franquias costuma ser atrativo para casais porque oferece uma estrutura já validada de negócio, com processos definidos, suporte contínuo e uma marca consolidada no mercado.
Para quem deseja empreender em conjunto, isso traz mais segurança e previsibilidade, segundo a diretora de Franqueados da Associação Brasileira de Franchising (ABF), Cristy Martins, especialmente em um momento de transição de carreira ou de busca por uma fonte de renda própria.
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Ela conta que muitos casais enxergam no franchising a oportunidade de unir objetivos pessoais e profissionais, construindo um patrimônio em conjunto enquanto compartilham responsabilidades e decisões, além de uma soma e complementação de habilidades.
Muitas vezes, um dos cônjuges assume funções mais ligadas à operação e ao atendimento, enquanto o outro fica responsável pela gestão financeira, comercial ou administrativa. Essa complementaridade tende a favorecer a dinâmica do negócio”.
As franqueadoras mantêm os mesmos critérios de seleção aplicados aos demais candidatos, mas costumam aprofundar a avaliação da dinâmica entre o casal. Aspectos como alinhamento de expectativas, capacidade de tomada de decisão conjunta, perfil comportamental, divisão de responsabilidades e disponibilidade de dedicação ao negócio ganham relevância nesse processo.
As redes também procuram entender se existe uma relação equilibrada entre os sócios e se ambos estão comprometidos com o empreendimento, evitando que a operação fique excessivamente dependente de apenas uma das partes.
Passo a passo para abrir uma franquia juntos
1. Alinhar expectativas. Parece simples, mas é fundamental que o casal converse sobre objetivos, disponibilidade de tempo, capacidade de investimento e o papel que cada um terá no negócio.
2. Estudar o modelo. Em seguida, é importante buscar conhecimento sobre empreendedorismo e sobre o sistema de franquias, avaliando segmentos que façam sentido para o perfil dos dois.
3. Afinidade com o setor. O casal deve escolher uma franquia que seja compatível com o perfil, a capacidade financeira e os objetivos de ambos, sem se deixar levar apenas pela marca ou pelo entusiasmo inicial.
“Nem toda franquia exige o mesmo nível de dedicação, gestão ou conhecimento técnico. Mas, a afinidade com o setor ajuda na gestão diária e aumenta o engajamento com o negócio. O empreendedor não precisa ser especialista na área, mas deve ter interesse genuíno pelo segmento”, explica a especialista.
A ABF observa uma boa aderência de casais em áreas como Alimentação, Saúde, Beleza e Bem-Estar, Educação, Limpeza e Conservação e Serviços, especialmente quando as atividades permitem uma divisão clara de responsabilidades.
4. Capacidade de investimento. É preciso avaliar a capacidade financeira do casal, levando em conta não apenas a taxa de franquia e a implantação da unidade, mas também o capital de giro necessário para sustentar a operação nos primeiros meses. Neste sentido, também é importante ter uma reserva financeira que garanta o sustento enquanto a operação não alcance seu ponto de equilíbrio.
5. Entender a oferta e conversar com franqueados. Outro ponto de atenção, é analisar cuidadosamente a Circular de Oferta de Franquia (COF). Este é um dos documentos mais importantes do processo e reúne informações sobre a rede, investimentos, taxas, obrigações das partes, suporte oferecido e histórico da franquia.
A leitura deve ser feita com atenção e, se possível, com apoio jurídico especializado. Na COF, constam os contatos de franqueados que estão ativos na rede e aqueles que já passaram pela marca. Em ambos os casos, é fundamental conversar com eles para colher suas impressões porque nada substitui a experiência de quem vive a operação diariamente.
Procure conversar tanto com franqueados antigos quanto com os mais recentes para entender os desafios, o suporte recebido e a realidade do negócio”, sugere.
6. Pesquise sobre a marca. Outro ponto importante é pesquisar o histórico da franqueadora, seu ritmo de expansão, reputação no mercado, capacidade de inovação e estrutura de suporte aos franqueados. Também vale fazer uma análise da saúde financeira da franqueadora e não esquecer de entender o papel de cada um na operação. Mesmo em modelos mais enxutos ou sem necessidade de atuação integral, o sucesso da unidade depende do envolvimento dos franqueados.
7. Aprenda a gerir um negócio. É importante saber exatamente quais serão as responsabilidades no dia a dia de uma empresa. Tenha em mente que abrir uma franquia não é apenas fazer um investimento financeiro; é assumir a gestão de um negócio. Planejamento, disciplina, dedicação e visão estratégica são fundamentais para alcançar bons resultados.
Não esqueça que diálogo constante, transparência e alinhamento de expectativas são elementos indispensáveis para que a parceria funcione tanto nos negócios quanto na vida pessoal”, conclui.
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