Facebook Viva Youtube Viva Instagram Viva Linkedin Viva

Habib’s entra em recuperação judicial com dívida de R$ 265,2 milhões

Divulgação / Habib's

Lojas do Habib's vão continuar funcionando normalmente - Divulgação / Habib's
Lojas do Habib's vão continuar funcionando normalmente
Por Bárbara Ferreira

26/08/2026 | 19h04

São Paulo - O Grupo Gennius entrou com pedido de recuperação judicial declarando uma dívida de R$ 265,2 milhões. A empresa atua no Brasil há quase 40 anos e controla as marcas Habib’s, Ragazzo e Tendall.

O pedido foi feito à 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais na segunda, 24, e aceito pelo juiz Jomar Amorim no dia seguinte. A solicitação foi aceita na terça, 25, pela Justiça de São Paulo.

 O Grupo tem 119 lojas próprias do Habib’s, 26 do Ragazzo e seis churrascarias Tendall, mas também opera por meio de franquias. As lojas franqueadas não fazem parte do processo de recuperação judicial.

No pedido, a empresa aponta a pandemia de Covid-19 e a expansão do delivery como motivos para a redução das vendas em lojas e restaurantes. Também citou a alta de juros como motivo para encarecimento da dívida, o que dificultou o pagamento de fornecedores.

As lojas vão continuar abertas?

Sim. A empresa informou, em nota, que os atendimentos e as operações das lojas vão continuar normalmente. Também apontou que a medida é parte do processo de reestruturação financeira, a fim de preservar a sustentabilidade e evolução do negócio a longo prazo.

Como a empresa beirou a falência?

Além da pandemia, a empresa acumulava um endividamento bancário de mais de R$ 300 milhões, que passou a absorver uma grande parcela do fluxo de caixa.

No fim de julho, o grupo conseguiu com a Justiça um pedido de tutela cautelar antecedente contra credores. Essa é uma espécie de pedido de proteção antecipada, que costuma acontecer um pedido de recuperação judicial.

A intenção era renegociar com os credores, mas a empresa não conseguiu atingir seu objetivo e foi necessário pedira recuperação judicial, de acordo com o grupo. Agora que a solicitação foi aceita, o grupo segue na Justiça para apresentar um plano de recuperação com a proposta de pagamento das dívidas. 

Quais são os próximos passos na Justiça?

Ao aceitar o pedido, a Justiça nomeou a consultora KPMG Corporate Finance como administradora judicial. A recuperação judicial permite que uma empresa que esteja enfrentando dificuldades financeiras suspenda temporariamente a cobrança de dívidas e negocie um calendário de pagamento para evitar a falência.

A suspensão dura, em regra, 180 dias - o prazo dado para que a empresa reorganize as contas. Em 15 dias, a KPMG deve apresentar um relatório sobre a situação das dívidas. Depois disso, será publicado um edital com a relação de credores, que terão 15 dias para contestar valores ou incluir créditos.

Com a decisão publicada, o grupo terá 60 dias para informar como pretende pagar as dívidas. Se o prazo não for cumprido, a recuperação judicial é convertida em falência.

Comentários

Política de comentários

Este espaço visa ampliar o debate sobre o assunto abordado na notícia, democrática e respeitosamente. Não são aceitos comentários anônimos nem que firam leis e princípios éticos e morais ou que promovam atividades ilícitas ou criminosas. Assim, comentários caluniosos, difamatórios, preconceituosos, ofensivos, agressivos, que usam palavras de baixo calão, incitam a violência, exprimam discurso de ódio ou contenham links são sumariamente deletados.

Últimas Notícias