Consumidor deve gastar R$ 308 em média no presente do Dia das Crianças
Mesmo endividados, 36% dos consumidores declararam que pretendem desembolsar mais neste ano em relação ao ano passado, aponta pesquisa da CNDL
Por Fabiana Holtz
08/10/2026 | 16h46Adobe Stock
O comércio varejista projeta movimentar R$ 18,1 bilhões no Dia das Crianças, superando em R$ 1,4 bilhão o valor de 2025, com 74% dos brasileiros planejando compras para a data.
O gasto médio esperado é de R$ 308 por consumidor, com 36% dos entrevistados prevendo gastar mais que no ano anterior, motivados pela intenção de comprar mais presentes e pela busca por opções de melhor qualidade.
Apesar de 35% dos compradores estarem inadimplentes, a maioria busca alternativas para manter o controle financeiro, com 73% planejando comparar preços antes das compras e o Pix sendo a forma de pagamento preferida por 58% dos consumidores.
São Paulo - O comércio varejista espera movimentar R$ 18,1 bilhões neste Dia das Crianças nas capitais, de acordo com pesquisa da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, feita em todo Brasil com 789 pessoas. Se confirmado, o valor supera em R$ 1,4 bilhão o giro registrado em 2025.
A expectativa é de atingir um gasto médio de R$ 308 por consumidor, considerando que 74% dos brasileiros pretendem ir às compras para presentear na data. Em volume de vendas, a projeção aponta para uma média de 2,3 presentes por comprador.
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Perguntados sobre os planos para este ano, 36% disseram que pretendem gastar mais do que no ano passado e outros 34% afirmaram que devem manter o valor. Ao justificar sua decisão, 40% dos entrevistados atribuiu o maior gasto à intenção de comprar mais presentes, 37% à busca por presentes melhores e 36% ao impacto da alta dos preços.
Outro número que chama a atenção no levantamento é que 35% dos consumidores que declararam que vão comprar presentes estão inadimplentes. Apesar do endividamento, a maioria (69%) afirma que irá manter o controle e buscar alternativas, como adiar despesas pessoais (25%) ou cortar gastos supérfluos (22%) para garantir o presente.
Pesquisa e promoções
Com essa estratégia em mente, 73% dos consumidores disseram que pretendem comparar valores antes de fechar a compra.
No entanto, 22% admitem gastar mais do que podem e 31% afirmam que fazem questão de agradar a criança mesmo que isso gere dívidas.
Na escolha do presente, 29% dá preferência à qualidade do produto, enquanto 15% procura ouvir o desejo do presenteado. O preço aparece como principal fator para apenas 14% dos entrevistados, ao lado das promoções, também com 14%.
Meios de pagamento
O Pix ainda reina como principal forma de pagamento, sendo a escolha de 58% dos consumidores. Na sequência estão o cartão de débito, como 24%, e dinheiro, com apenas 18%.
Entre os 41% que optarão por comprar a prazo (principalmente pelo cartão de crédito), o parcelamento em três vezes é o mais citado. Ao mesmo tempo, 96% dos entrevistados estão confiantes que irão quitar todas as parcelas sem atraso.
A maior parte dos consumidores, 69%, afirma que arcará sozinha com os presentes, enquanto 23% declaram que vão dividir o valor.
O passeio por uma loja física para a escolha do presente ainda é a principal opção de 70% dos entrevistados, embora 50% declare também ter interesse pelos canais virtuais. Entre as compras pela internet, os aplicativos são os favoritos (74%), com preferência por sites de varejistas internacionais (72%).
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