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Maioria dos 57+ não faz proteção contra morte nem reserva de emergência

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Para 80% dos brasileiros 57+ preocupações financeiras atrapalham seu bem-estar e qualidade de vida - Envato
Para 80% dos brasileiros 57+ preocupações financeiras atrapalham seu bem-estar e qualidade de vida
Por Fabiana Holtz

14/08/2026 | 13h16

São Paulo - A falta de qualquer tipo de proteção financeira para situações como morte ou invalidez é uma realidade para 66% dos brasileiros acima de 57 anos, de acordo com a quinta edição do Raio-X da Saúde Financeira dos Brasileiros, pesquisa realizada pela fintech Onze em parceria com a Icatu Seguros, obtida com exclusividade pelo VIVA. Considerando todas as faixas etárias, esse índice é alto também, porém menor, de 63%. 

Entre o público 57+, os que dizem não ter reserva de emergência chega a 67%, resultado bem acima da média geral - considerando todas as faixas etárias,  que é de 56%. 

Segundo o levatamento, dinheiro segue como a principal preocupação para 42% dos brasileiros, superando questões envolvendo Saúde, citada por 22%, Família (15%), Violência (10%), Política (6%) e Trabalho (5%).  

Quase a totalidade dos brasileiros ouvidos (95%) menciona ter algum tipo de preocupação financeira no momento. O receio mais comum é não ter dinheiro suficiente para lidar com emergências, citado por 58%. Na sequência, aparecem a dificuldade para pagar as contas do mês (33%), a preocupação em garantir um futuro melhor para os filhos (25%) e a incapacidade de quitar dívidas ou limpar o nome (22%).

Alto endividamento

No recorte por faixa etária, 80% dos brasileiros 57+ afirma que suas preocupações financeiras atrapalham seu bem-estar e qualidade de vida de modo geral. Destes, 69% afirmam que as finanças afetam sua saúde mental e quase metade (45%) revela que a renda não cobre todos os gastos mensais.

Conforme o levantamento, mais da metade (53%) dos brasileiros temem não ter renda suficiente para cobrir seus gastos mensais ou estão endividados e/ou com o nome negativado. Entre os entrevistados que se encontram nesse grupo, 27% estão endividados ou com restrições de crédito, enquanto 26% afirmam que a renda mensal não é suficiente para arcar com as despesas.

Entre as dívidas mais citadas, estão cartão de crédito (60%), empréstimo pessoal (30%), consignado CLT (26%), financiamento (17%) e contas básicas em atraso (14%). Entre o público 57+ o cartão de crédito também prevalece, sendo mencionado por 48%, seguido por consignado/crédito do trabalhador (33%) e empréstimo pessoal (26%).

Mesmo endividados, 89% declaram nunca ter buscado consultoria ou orientação especializada para organizar as finanças ou sair das dívidas. Para o levantamento ,realizado entre 26 de maio e 1º de junho, foram ouvidas 8.391 pessoas em todo o País, sendo 1.893 acima de 57 anos. 

Aposentadoria junto com trabalho

Quando o assunto é a aposentadoria, 34% dos entrevistados disseram acreditar que continuarão trabalhando após se aposentar por necessidade financeira. Outros 28% afirmam que pretendem depender exclusivamente da renda do INSS. Entre os 57+, 49% consideram que vão continuar trabalhando mesmo aposentados, por necessidade e 27% afirmaram que devem contar apenas com a renda do INSS.

Para o diretor de Produtos de Previdência da Icatu Seguros, Henrique Diniz, "quando uma pessoa não tem reserva de emergência e ainda convive com orçamento apertado ou dívidas, pensar no futuro pode parecer distante. " 

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