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Nova carta terá de ser escrita se IPCA não cair abaixo do teto da meta, diz BC

Banco Central espera queda da inflação no acumulado em 12 meses abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026

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Por Broadcast

11/07/2025 | 12h02

Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Projeções do cenário de referência da autarquia, no entanto, indicam que isso não deve ocorrer - Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
Projeções do cenário de referência da autarquia, no entanto, indicam que isso não deve ocorrer
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Brasília, 11/07/2025 - O Banco Central esclareceu, por meio de nota publicada nesta sexta-feira, que o prazo estipulado na carta aberta para que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) caia abaixo do teto da meta de inflação, de 4,50%, é o primeiro trimestre de 2026. Assim, será necessário escrever uma nova carta caso a inflação acumulada em 12 meses fique acima desse nível até esse período.
"Como a carta divulgada em 10/07/2025 indicou o primeiro trimestre de 2026 como prazo para o retorno da inflação ao intervalo de tolerância (1,5% a 4,5%), será necessário publicar nova nota e carta caso esse retorno não se concretize nesse horizonte, ou se o Banco Central considerar necessário atualizar as medidas ou o prazo estipulado", diz a nota.
Na carta divulgada na noite de quinta-feira, o BC informou que espera queda do IPCA acumulado em 12 meses abaixo de 4,50% no fim do primeiro trimestre de 2026. A inflação nessa base atingiu 5,35% em junho de 2025, superando em 0,85 ponto porcentual o teto do alvo e marcando o primeiro descumprimento da nova meta contínua de inflação, válida a partir deste ano.
O BC não informou na carta quando espera que a inflação retorne ao centro da meta, de 3%, mas destacou, na nota divulgada hoje, que a previsão é que a convergência aconteça até o fim de 2026, que é o horizonte relevante da política monetária. As projeções do cenário de referência da autarquia indicam que isso não deve ocorrer, mas o BC destacou que as trajetórias de juros usadas por ele não necessariamente seguem as que embasam essas estimativas.
"Conforme mencionado no parágrafo 22 da carta, se espera que a inflação convirja para a meta de 3,0% em 2026T4. O BC mantém postura monetária que coloque a inflação na meta no horizonte relevante: as trajetórias de juros utilizadas internamente pelo Copom nas decisões de política monetária (que visam garantir a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante) não coincidem, necessariamente, com a trajetória da Selic do cenário de referência, que é extraída da pesquisa Focus", diz a nota.

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