PMEs otimistas: 83% vão abrir novas vagas ao longo 2026. Saiba mais
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São Paulo - As pequenas e médias empresas (PMEs) estão otimistas com relação a geração de emprego. Segundo levantamento inédito da Sólides, HR Tech em gestão de pessoas para PMEs, 83,7% das empresas consultadas pretendem contratar ao longo do ano, enquanto 2,9% afirmam que não devem abrir vagar e, 13,3% ainda estão avaliando o cenário.
Para se ter uma ideia da importância deste segmento, segundo dados do Caged, de janeiro a novembro de 2025, as micro e pequenas empresas (MPEs) abriram mais 1,3 milhão de vagas, ou seja, a cada 10 empregos formais, sete foram oferecidos por MPEs.
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O crescimento da demanda e da receita são apontados como os principais motivos (40,7%) para as contratações. A reposição de turnover aparece em seguida, com 32,3%, e a abertura de novas áreas ou produtos é mencionada por 14,1% dos respondentes.
Por outro lado, apesar do cenário positivo, as empresas apontam desafios para ampliar seus quadros. A principal barreira para contratar é a falta de candidatos qualificados, citada por 16,1% dos respondentes. Rotatividade (4,9%), incerteza econômica (3,9%) e custo de contratação (3,7%) também aparecem entre os obstáculos.
“Existe uma combinação interessante: as empresas querem contratar e estão crescendo, mas enfrentam um gargalo claro de qualificação profissional. Isso reforça o papel estratégico da tecnologia e da inteligência de dados para apoiar processos seletivos mais assertivos e reduzir impactos de rotatividade”, avalia Ale Garcia, co-CEO e cofundador da Sólides.
O estudo também indica que o movimento de contratações tende a ser contínuo: 63,3% das PMEs afirmam que as admissões devem ocorrer ao longo de todo o ano, enquanto 14% concentraram as expectativas no primeiro trimestre de 2026. Já as contratações de caráter sazonal representam 6,1% das respostas, reforçando a leitura de um mercado menos dependente de picos pontuais.
O dado mais relevante é que a maior parte das empresas está contratando por expansão de demanda e não apenas por reposição. Isso mostra um ambiente de negócios mais aquecido e PMEs mais confiantes em seus planos de crescimento. Ao mesmo tempo, a reposição de turnover ainda é significativa, o que reforça a importância de investir em gestão, engajamento e retenção de talentos.”
Do ponto de vista setorial, as empresas de Serviços lideram a amostra, representando 23,6% dos respondentes, seguidas por Comércio (18,6%) e Indústria (11,7%). Geograficamente, São Paulo concentra 31,3% das empresas participantes, seguido por Minas Gerais (17,9%) e Santa Catarina (7%).
O levantamento indica que o modelo presencial segue predominante entre as novas vagas: 81,3% das empresas indicam que as contratações devem seguir esse formato, enquanto 14,3% apostam no modelo híbrido e apenas 4,3% no remoto. O regime de contratação via CLT também continua majoritário, citado por 84,2% dos respondentes, seguido pelo modelo PJ, com 9,5%.
Sobre a pesquisa
O levantamento foi realizado com 953 pequenas e médias empresas, com média de 126 colaboradores, de diferentes setores e estados do Brasil. A coleta ocorreu entre os dias 7 de janeiro e 9 de fevereiro, por meio de questionário online aplicado à base da Sólides.
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