Prazo para retirar dinheiro das bets terminou; como sacar agora?
Saldo que permanecer nas plataformas será identificado pelo CPF e devolvido posteriormente por meio das instituições financeiras; entenda a seguir
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O prazo para saque de valores em sites de apostas esportivas terminou em 5 de outubro, com as plataformas obrigadas a encerrar suas atividades a partir de 6 de outubro, mas os usuários que não conseguiram retirar seus saldos não perderão o dinheiro.
Cerca de 23 milhões de apostadores têm saldo em contas regularizadas, totalizando aproximadamente R$ 1,7 bilhão a ser devolvido, com a devolução prevista entre 9 e 14 de outubro, preferencialmente para contas vinculadas ao CPF dos usuários.
O governo, por meio da Medida Provisória 1.394/2026, visa combater o endividamento familiar e o uso compulsivo de jogos, e determinou o bloqueio de mais de 5,2 mil sites irregulares, enquanto a MP aguarda aprovação no Congresso para se tornar lei.
São Paulo - O prazo para sacar dinheiro de sites de apostas esportivas e jogos virtuais terminou às 23h59 desta segunda-feira, 5. A partir desta terça-feira, 6, as plataformas deverão sair do ar. No entanto, quem não conseguiu retirar o dinheiro dentro do prazo não perde o saldo.
De acordo com as regras estabelecidas pelo governo federal na Medida Provisória (MP) 1.394/2026, os valores que permanecerem nas contas serão devolvidos posteriormente por meio das instituições financeiras.
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Como receber o dinheiro das bets?
Os saldos que não foram retirados voluntariamente deverão ser informados pelas empresas aos bancos responsáveis pelas contas das plataformas. Os valores serão identificados pelo CPF de cada apostador.
A devolução está prevista para ocorrer entre 9 e 14 de outubro. Segundo o governo, a preferência é que o dinheiro seja transferido para uma conta bancária vinculada ao CPF do usuário, especialmente a mesma chave Pix utilizada para fazer os depósitos. Por isso, é importante manter ativa a conta bancária ou a chave Pix vinculada ao CPF.
E se o dinheiro não cair na conta?
Os valores que não puderem ser devolvidos pelas instituições financeiras responsáveis pelas contas das bets serão encaminhados para uma conta específica da Caixa Econômica Federal. Nesse caso, a Caixa deverá intermediar o resgate do dinheiro pelos usuários.
Quem não receber o valor até 14 de outubro deve acompanhar os canais oficiais do banco para saber como solicitar o pagamento.
O governo também informou que as lojas de aplicativos, provedores de internet e o Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br) deverão atuar no bloqueio das plataformas. A pessoa que tentar acessar os sites poderá ser direcionado para uma página com orientações sobre como recuperar os valores.
Quem tem direito à devolução?
A devolução prevista no cronograma vale para os saldos existentes nas bets que estavam autorizadas pelo governo. Segundo estimativas da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA), do Ministério da Fazenda, cerca de 23 milhões de apostadores tinham contas com saldo nas plataformas regularizadas.
Aproximadamente R$ 1,7 bilhão deverá ser devolvido aos usuários, de acordo com o governo. Quem ainda tiver saldo a receber deve acompanhar a conta bancária vinculada ao CPF entre 9 e 14 de outubro.
Também é recomendável guardar comprovantes que mostrem o saldo existente na plataforma e eventuais solicitações de saque feitas antes do encerramento.
Por que as bets foram proibidas?
O encerramento das plataformas faz parte de um pacote de medidas voltado ao combate ao endividamento das famílias e aos problemas associados ao uso compulsivo de jogos virtuais.
A MP 1.394/2026, assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 25 de setembro, determina o encerramento das plataformas de apostas autorizadas e estabelece mecanismos para a devolução dos valores mantidos nas contas dos usuários.
Dados da Secretaria de Prêmios e Apostas indicam que os brasileiros movimentaram cerca de R$ 220 bilhões em apostas em 2025. A movimentação diária das casas chegou a aproximadamente R$ 600 milhões, segundo informações divulgadas pelo Ministério da Fazenda.
Um estudo do Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), publicado em agosto deste ano, estimou que as apostas retiraram R$ 62,5 bilhões do orçamento das famílias brasileiras em 2025.
Além disso, o governo adotou medidas contra plataformas clandestinas. Desde 27 de setembro, o Ministério da Justiça determinou o bloqueio de mais de 5,2 mil sites de apostas considerados irregulares.
Vale destacar que a MP ainda precisa ser analisada pelo Congresso Nacional e poderá perder validade caso não seja aprovada dentro do prazo constitucional.
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