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Eleições 2026

Indexa/Broadcast: 70% dos eleitores apoiam proibição das bets

Apoio é maior entre as mulheres, com 73% favoráveis; eleitores declarados católicos também são mais favoráveis à proibição das apostas online

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Por Broadcast

01/10/2026 | 09h35

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Para 65%, bets contribuem muito para o endividamento - Adobe Stock
Para 65%, bets contribuem muito para o endividamento
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Uma pesquisa revelou que 70% dos eleitores brasileiros apoiam a proibição das apostas e jogos online, com maior apoio entre mulheres e eleitores de renda mais alta, o que pode impactar futuras legislações sobre o tema.

A pesquisa também mostrou que 63% dos entrevistados não consideram a posição de candidatos sobre as bets como influente em suas decisões de voto, embora 14% afirmem que uma postura favorável a regras mais rígidas aumentaria suas chances de apoio.

Com 65% dos eleitores acreditando que as apostas contribuem para o endividamento das famílias, a discussão sobre a regulamentação das bets continua a ser um tema relevante no cenário político brasileiro, especialmente nas próximas eleições.

Resumo gerado por IA

Brasília - A proibição das empresas de apostas e jogos on-line, as bets, no Brasil tem apoio de 70% dos eleitores, mostra a pesquisa Indexa/Broadcast divulgada nesta quinta-feira, 1º. O levantamento também aponta que 21% dos eleitores são favoráveis à permissão das bets, mas com regras mais rígidas do que as atuais.

Outros 6% afirmam que as bets deveriam continuar funcionando com as regras atuais, enquanto 1% diz que deveriam ter menos restrições do que têm hoje. Uma parcela de 2% não sabe ou não opinou.

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O apoio à proibição das bets é maior entre as mulheres, com 73% favoráveis, contra 66% dos homens. Entre as mulheres, 20% apoiam a permissão das bets com maior rigor nas normas, ante 22% dos homens.

Eleitores declarados católicos também são mais favoráveis à proibição das bets, com 70%, contra 69% dos evangélicos. Por renda, a aprovação à proibição das bets é maior entre os eleitores com renda acima de mais de cinco salários mínimos, 73%, ante eleitores com renda de até dois salários mínimos.

Adultos entre 25 e 34 anos são a faixa etária que mais apoia a proibição das bets, com 74% favoráveis. Já adultos entre 35 e 44 anos são os que menos aprovam a proibição das casas de apostas, com 63%.

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Por perfil político, 83% que se declaram lulista/petista aprovam a proibição das bets. Entre os bolsonaristas, 67% concordam com o banimento das casas de apostas.

No recorte regional, o Nordeste detém a fatia com maior apoio à proibição, 75%. No Sul, o porcentual é de 70%; no Sudeste, 69%; no Centro-Oeste, 65%; e no Norte, 61%.

Influência no voto

A pesquisa perguntou ainda se a posição de um candidato à Presidência sobre as bets tem influência na decisão de voto dos eleitores, 63% afirmaram não haver nenhuma influência, enquanto 14% disseram haver muita influência. Para 12%, há pouca influência e, para 9%, alguma influência.

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Entre os entrevistados, 14% afirmaram que, se um candidato à Presidência defendesse regras mais rígidas para o funcionamento das bets no Brasil, aumentaria muito a chance de votar nele. Outros 6% disseram que aumentaria um pouco. Para 68%, a defesa de regras mais rígidas não alteraria a chance de voto. Outros 4% disseram que diminuiria um pouco e 1% que diminuiria muito a chance de voto.

Para 65% dos eleitores entrevistados, as bets contribuem muito para o endividamento das famílias brasileiras. Outros 16% veem um pouco de contribuição e 17% afirmam que as bets não contribuem com a dívida das famílias.

A pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2.000 eleitores por meio de entrevistas individuais por telefone, entre 27 e 29 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos porcentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00698/2026.

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(Por Isadora Duarte e Victor Ohana)

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