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Como vai ficar o IR dos professores depois do reajuste

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Lei nº 15.270 amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e reduz imposto para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7,350 mil - Envato
Lei nº 15.270 amplia a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil e reduz imposto para rendimentos entre R$ 5 mil e R$ 7,350 mil
Por Broadcast,  Fabiana Holtz

23/01/2026 | 09h44 ● Atualizado | 10h14

Brasília, 23/01/2026 - A Receita Federal divulgou uma nota sobre regras do Imposto de Renda (IR), com o intuito de rebater informações falsas sobre a tributação de professores. Segundo o órgão, circulam nas redes sociais informações que ignoram as regras legais de apuração do IR e levam à falsa conclusão de que professores passarão a pagar imposto em razão do reajuste salarial.

Não procede a afirmação de que o reajuste do piso do magistério levaria automaticamente os professores a pagar mais Imposto de Renda. Os profissionais da educação são diretamente beneficiados pela redução prevista na Lei nº 15.270/2025", diz a nota.

Leia também: Reajuste para professores supera inflação, mas não supre desafios estruturais

A Lei nº 15.270 ampliou a isenção do IR para quem ganha até R$ 5 mil por mês e reduziu o imposto devido para rendimentos entre R$ 5.000,00 e R$ 7.350,00.

Ainda de acordo com a Receita, em 2025, com o piso salarial de R$ 4.867,77, um professor pagava cerca de R$ 283,14 de Imposto de Renda retido na fonte por mês (considerando o desconto simplificado). Em 2026, com o piso reajustado para R$ 5.130,63, esse mesmo profissional passará a pagar R$ 46,78 de imposto mensal, de acordo com as novas regras de redução do IR, mesmo com o salário maior.

Portanto, com o reajuste os profissionais da educação foram valorizados e, ao mesmo tempo, a carga tributária sobre seus rendimentos diminuiu, garantindo ganho real no salário líquido, explica a Receita.

De quanto é o reajuste dos professores?

Na última quarta-feira, 21, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou a medida provisória (MP) que estabelece uma regra para o reajuste anual do piso salarial dos professores da rede pública. O cálculo previsto na medida provisória envolve a reposição da inflação e um porcentual a mais a partir da contribuição dos Estados ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

Com o reajuste de 5,4%, o piso do magistério neste ano passa de R$ 4.867,77 para R$ 5.130,63. 

Leia também: Lula assina MP com reajuste de 5,4% no piso salarial dos professores

Reajuste acima da inflação

A MP estabelece que o cálculo do reajuste é feito a partir da soma do Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior e de 50% da média da variação porcentual da receita real, com base no INPC, relativa à contribuição de Estados, Distrito Federal e municípios ao Fundeb, realizada nos cinco anos anteriores ao ano da atualização.

O texto estabelece, ainda, que o porcentual nunca poderá ser inferior à inflação do ano anterior apurada pelo INPC.

Leia também: Negociações salariais com reajuste acima da inflação caem 7 pontos, diz Dieese

A legislação precisa ser confirmada pelo Congresso Nacional em até 90 dias para não perder a validade.

Embora o aumento tenha repercussão positiva entre instituições ligadas à educação e entidades representativas da categoria, elas ressaltam que esse é apenas um dos pontos necessários para que a real valorização desejada pelos docentes aconteça.

Além do piso ser baixo comparativamente a outras categorias profissionais, muitas cidades pagam ainda menos do que a lei exige. O Anuário da Educação Básica 2025, publicado pelo Todos pela Educação, mostra que aproximadamente um terço dos municípios descumprem a lei.

(Com Flávia Said)

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