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Simpatia ou ritual no dia 12/06 está nos planos de 38 milhões de brasileiros

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38,5 milhões de consumidores que pretendem realizar alguma simpatia ou ritual - Adobe Stock
38,5 milhões de consumidores que pretendem realizar alguma simpatia ou ritual
Por Alessandra Taraborelli

10/06/2026 | 08h14

São Paulo - O amor e a fé vão dividir o mesmo espaço no Dia dos Namorados deste ano. O brasileiro é um povo bastante supersticioso e místico. A forte miscigenação cultural, as tradições orais e a busca por conforto em tempos de incerteza fazem com que crenças e o mercado místico sejam fortes no País. Prova disso, é a pesquisa inédita da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil, em parceria com a Offerwise, revela que a a busca por blindagem espiritual ou conquista amorosa vai engajar 39% dos consumidores em gastos com o mercado místico.

O dado projeta um contingente expressivo de 38,5 milhões de consumidores que pretendem realizar alguma simpatia ou ritual direcionado à conquista ou ao fortalecimento do relacionamento amoroso, movimentando as vendas de setores específicos do comércio antes do dia 12 de junho.

Segundo o levantamento, a busca por rituais afetivos lidera no setor de perfumaria e cosméticos especializados (24%), com destaque para fragrâncias com feromônios, óleos corporais e banhos de ervas. Na sequência, aparecem roupas e lingeries em - cores ritualísticas (14%), velas coloridas e incensos (12%) e itens de decoração devocional, como imagens de Santo Antônio (11%). Já a maioria dos entrevistados, 54%, declarou-se cética ou distante dessas práticas.

Vaidade em alta

O estudo mostra que, além do misticismo, o investimento na própria imagem é prioridade para a celebração. Seis em cada dez consumidores (67%) pretendem adquirir algum produto ou serviço para se preparar esteticamente para a data. As intenções de compra para o “ritual de preparação individual” incluem roupas, calçados e acessórios (35%), perfumes, cosméticos e maquiagem (32%), lingeries e peças íntimas (21%, sobretudo entre as mulheres) e tratamentos estéticos (18%).

Maioria prefere surpresa

Quando o assunto é a dinâmica do casal, o fator surpresa ainda domina: 65% dos consumidores preferem não definir previamente o presente que vão ganhar, motivados pelo desejo de serem surpreendidos (36%) ou pela preferência de que o parceiro faça a escolha por iniciativa própria (23%). Já 35% dos entrevistados — tendência mais acentuada entre o público feminino — optam por indicar diretamente o item desejado para garantir o que querem (22%) ou evitar erros na escolha (10%).

O comportamento de última hora, no entanto, persiste: 10% assumem que vão deixar para comprar o presente na véspera da data, um comportamento puxado majoritariamente pelo público masculino e que representa cerca de 9,9 milhões de pessoas correndo aos centros de compras no último instante.

Sacrifício financeiro

A determinação em não deixar o Dia dos Namorados passar em branco vai exigir fôlego financeiro e jogo de cintura dos brasileiros. O levantamento da CNDL aponta que 60% dos consumidores adotariam ações contingenciais ou medidas drásticas para garantir o presente.

Entre as estratégias mais comuns de remanejamento orçamentário estão a redução de gastos supérfluos imediatos, como bares e delivery (25%), o adiamento de compras de uso pessoal como vestuário e eletrônicos (23%) e a opção pelo parcelamento, mesmo cientes do impacto negativo que isso trará para o orçamento dos meses seguintes (23%).

O alarme fica para o superendividamento: em cenários de forte restrição, 10% dos apaixonados aceitariam recorrer ao limite do cheque especial ou a empréstimos rápidos para viabilizar a comemoração, enquanto 7% admitem que estariam dispostos a atrasar uma conta fixa ou utilizar o dinheiro destinado a gastos básicos e vitais, como saúde e alimentação, para garantir o presente do parceiro. Cuidado para não se enrolar!

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