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Matheus Cunha brilha, Brasil vence o Haiti, Raphinha se machuca e Endrick estreia

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Matheus Cunha marca duas vezes na vitória do Brasil contra o Haiti por 3 a 0 - CBF
Matheus Cunha marca duas vezes na vitória do Brasil contra o Haiti por 3 a 0
Por Robson Morelli

19/06/2026 | 22h30 ● Atualizado | 22h31

Filadélfia - Matheus Cunha abriu o caminho da primeira vitória brasileira na Copa do Mundo. Vini Jr. bailou na Filadélfia. Endrick entrou e o Brasil assumiu a liderança do seu grupo com a vitória por 3 a 0 contra o Haiti, um sparring ideal para a seleção brasileira na segunda partida da fase de grupos da Copa.

O primeiro gol de Cunha foi o seu segundo pela seleção. O primeiro foi em março de 2025, em amistoso contra a Argentina. O jogador do Manchester United dormiu na reserva na quinta-feira para acordar titular nesta sexta. Ele abriu o marcador aos 22 minutos, após roubar a bola no meio de campo e acompanhar a jogada de Vini pela esquerda. Matheus Cunha se engalfinhou com o zagueiro Delcroix antes de a bola entrar. Foi meio gol de cada um. 

A vantagem deu um certo alívio ao Brasil, que estava melhor e com a bola debaixo do braço, mas ainda embananado no ataque. A defesa deu alguns calafrios. Havia muito temor de que algo pudesse dar errado. Os jogadores estavam assustados. Mas deu conta do recado.

Era dia de Matheus Cunha. Não demorou para ele fazer o seu segundo gol na partida e o terceiro pelo Brasil. Gols importantes, diga-se. E com participação direta de Vini Jr. Dessa vez eles trocaram de posição, com o atacante do Real Madrid avançando pelo meio. Cunha recebeu na esquerda e encheu o pé: 2 a 0.

Haiti foi o que se esperava dele: um sparring

A fragilidade do Haiti era visível. O jogo estava nas mãos desses dois jogadores: Matheus Cunha e Vini Jr. Eles eram os únicos que corriam além do pedaço de campo que deveriam estar. Todos os demais respeitavam as marcações e delimitações táticas pedidas por Ancelotti. Vini e Cunha não. O campo era deles.

Com os gols e a vantagem, o céu se abriu para a seleção pela primeira vez nos Estados Unidos. Mas já era previsto que isso fosse acontecer. O Haiti não ia se meter a besta com o Brasil. Era o rival que o time brasileiro precisava após o empate ruim com o Marrocos. Ainda no primeiro tempo, Vini Jr. aumentou a contagem, aos 47, melhorando assim o saldo de gols do Brasil na competição. Saldo de gols pode ser um critério de desempate nesta primeira fase. 

Taticamente, foi suicídio dos haitianos jogar com a linhas defensivas altas diante dos velozes rivais brasileiros, principalmente Vini Jr. Havia muito campo para explorar e correr. Foi quase uma inocência oferecer esse banquete ao time de Ancelotti. Mas não se recusa boa refeição em Copas. E o Brasil partiu para cima como queria Ancelotti e como também explicou o lateral Danilo dois dias antes.

Lesão de Raphinha preocupa bastante 

Os primeiros 45 minutos foram suficientes para consumar a primeira vitória brasileira no Mundial e a liderança da chave. Melhor assim. Não foi um jogo para iludir o torcedor, mas foi para cumprir um roteiro previamente sugerido na véspera.

Mas como as notícias ruins parecem não largar a seleção nesta Copa, a do dia foi a grave contusão de Raphinha. Ele sentiu dores musculares na coxa/virilha e foi trocado imediatamente por Rayan. A contusão preocupa e pode tirá-lo da disputa. A fisionomia do próprio atacante agachado no gramado denunciava a gravidade da lesão. O sábado será de folga, mas é provável que Raphinha tenha de fazer exames de imagens para constatar o que ele não quer ouvir. Qualquer lesão muscular tira o jogador de combate.

O Brasil controlou o segundo tempo com mais lentidão e menos "interesse" no jogo. Não precisava mais arriscar nem fazer gols, embora devesse. Não abriu mão do ataque, mas desperdiçou boas chances.

Endrick faz a sua estreia na Copa

Aos 18 minutos, Endrick fez a sua estreia na Copa do Mundo. Ufa! Ele e Martinelli entraram juntos nos lugares de Matheus Cunha e Paquetá, respectivamente. O garoto pedido e aclamado pela torcida brasileira, enfim, estava em campo. A teimosia de Ancelotti chegava ao fim na Filadélfia. E o Brasil teve mais um motivo para festejar.

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