Relembre camisas de goleiros da seleção brasileira usadas nas Copas do Mundo
Desde os anos 1970, as camisas dos goleiros da seleção brasileira são predominantemente verdes na Copa do Mundo
Por Bárbara Ferreira
12/06/2026 | 16h45 ● Atualizado em 18/06/2026 | 12h28Estadão Conteúdo
São Paulo - Nos vídeos de torcedores abrindo pacotes de figurinhas na internet, em um momento de empolgação, muitas pessoas deixam passar as fotos dos goleiros do Brasil, porque se acostumaram a procurar pela camisa verde e amarela, a "canarinha". Desde a década de 1970, os goleiros do Brasil usam predominantemente verde.
As camisas dos goleiros sempre são diferentes das usadas pelo restante do time, nas cores e modelos. Essa é uma das regras do futebol, para facilitar a identificação imediata dos goleiros pelos árbitros, jogadores e torcedores.
Relembre as camisas
Na primeira Copa do Mundo, em 1930, os goleiros Joel e Velloso usavam uma camisa com gola alta chamativa e manga comprida. Como as fotos são em preto e branco, acredita-se que a camisa era azul escuro.
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Em 1934, os goleiros Pedrosa e Germano usavam uma camisa preta de manga comprida e gola polo azul. Em 1938, enquanto os jogadores apostaram na gola V, os goleiros Batatais e Válter usaram uma camisa preta de gola alta.
Em 1950, o goleiro titular era Moacyr Barbosa, que usou o mesmo uniforme nas seis partidas: uma blusa cinza de manga longa e gola, com o escudo da CBD no peito. Ele foi um dos maiores goleiros da época, jogava no Vasco da Gama, mas ficou marcado por ter sofrido o gol decisivo na derrota por 2 x 1 para o Uruguai, que eliminou o Brasil da Copa naquele ano. A partida é conhecida como "Maracanazo".
O goleiro Castilho jogou as três partidas do Brasil na Copa de 1954. Ele usou um uniforme preto e meias brancas, no meio da camisa estava escrito BRASIL e o logo da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Em 1958, 1962 e 1966 o goleiro foi Gilmar. Ele foi o único goleiro na história do futebol mundial a conquistar duas Copas do Mundo como titular.
Em 1958, ele usou uniforme escuro em todas as partidas, com camisa azul, calção preto e meias cinzas. Naquele ano, toda a seleção estava com camisas azuis improvisadas, por isso, a camisa de Gilmar não tem cor diferente, apesar de ser de um tom mais escuro.
Nos anos seguintes, 1962 e 1966, ele usou camisas bastante similares a esta: manteve a gola V e o tom azul escuro, o que mudou foi a posição da logo e do escrito BRASIL.
Nas décadas de 60 e 70, as camisas são bastante parecidas. Sempre com BRASIL escrito e a logo da CDB/CBF, apenas mudando a fonte, com gola polo e mangas compridas. Em 1970, o goleiro Félix jogou de azul escuro, com o escrito em amarelo.
Nas próximas duas Copas, o goleiro foi Leão. A partir daqui, o uniforme do goleiro também carregava as três estrelas das vitórias do Brasil.
Em 1974, usou a clássica azul escura de mangas longas e gola polo, combinada com calções brancos e meiões pretos. Foi o ano que as cores dos uniformes faziam diferença na televisão, agora com cores. Mesmo assim, para o goleiro só havia uma opção de uniforme, a azul escuro. Isso levou Leão a jogar de branco e amarelo em alguns jogos, em um improviso por conta das cores.
Em 1978, depois da confusão com as cores da camisa dos goleiros, o Brasil finalmente tinha duas opções para o gol: uma verde e outra cinza. Naquela Copa, Leão usou somente a camisa verde. Já em 1982, quando Waldir Peres foi o titular da seleção no gol, a camisa cinza foi mais usada, menos na estreia na Copa, que ele jogou de azul.
Em 1986, manteve-se a gola polo, os escritos e o logo em uma camisa cinza. Carlos Roberto Gallo vestiu a camisa número 1 e disputou todos os jogos daquela Copa. Nas próximas três Copas, de 1990, 1994 e 1998, a lenda Taffarel era o titular.
A década de 1990 foi famosa pela tendência "papagaio de vintém", em que os goleiros usavam camisas muito estampadas e coloridas, a qual o Brasil não aderiu. A seleção se manteve em tons sóbrios de cinza e verde. O uniforme de Taffarel de 1990 se tornou um clássico entre os torcedores: totalmente verde, golo polo, com mangas longas e tecido encorpado.
Em 1994, ele jogou uma única partida de cinza, se manteve de verde-bandeira vibrante na Copa. O uniforme do goleiro tinha um modelo bufante e gola polo. Em 1998, o uniforme foi produzido pela Nike. Verde, com mangas até o meio dos braços, e detalhes e listras em amarelo.
O goleiro do pentacampeonato, Marcos, usou camisas pretas e cinzas na Copa de 2002, com detalhes marcantes em branco, verde e amarelo. Fabricado pela Nike, o modelo tinha faixas verticais e recortes fluidos nas laterais e nas mangas.
Para a Copa do Mundo de 2006, Dida usou uma camisa cinza com dois tons e um design tecnológico para a época. As camisas tinham gola redonda e painéis nas laterais. A outra opção era verde. Em 2010 e 2014 o titular foi Júlio César. Em 2010, ele usou uniformes verde com detalhes em amarelo, e cinza com detalhes em preto nas mangas compridas.
Já em 2014, diferente das outras edições, Júlio usou o número 12 na camisa, que tinha um design degradê com faixas poligonais. O titular usava um modelo predominantemente verde, com opção em cinza. Essa edição ficou marcada pela derrota de 7 x 1 para a Alemanha em casa.
Na Copa de 2018, Alisson era o titular e usou uniformes mais sóbrios e tradicionais em preto e verde. A camisa tinha detalhes de linhas e grafismos na região dos ombros e mangas.
Alisson voltou a Copa em 2022, dessa vez usando camisas preta, cinza e verde, com grafismos e detalhes. Foi produzida pela Nike, fez parte da coleção Garra, uma homenagem à garra brasileira e ao design da onça-pintada no uniforme de jogo principal, que foi polêmico na época.
O que o goleiro vai usar em 2026?
Este ano, os goleiros da seleção brasileira têm três opções de uniforme, que apostam em cores mais vibrantes e um design moderno e estampado: cinza/preta, magenta/rosa, e vermelho. Os uniformes já foram definidos para as primeiras partidas do Brasil, na fase de grupos - confira abaixo:
Segundo o regulamento da Copa do Mundo, a escolha de qual uniforme será utilizado é feita pela Fifa, que sempre que possível prioriza o uniforme principal. A entidade determina as cores pelo que considera um “contraste claro” que não cause confusões em campo.
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