Relembre camisas de goleiros da seleção brasileira usadas nas Copas do Mundo
Estadão Conteúdo
São Paulo - Nos vídeos de torcedores abrindo pacotes de figurinhas na internet, em um momento de empolgação, muitas pessoas deixam passar as fotos dos goleiros do Brasil, porque se acostumaram a procurar pela camisa verde e amarela, a "canarinha". Desde a década de 1970, os goleiros do Brasil usam predominantemente verde.
As camisas dos goleiros sempre são diferentes das usadas pelo restante do time, nas cores e modelos. Essa é uma das regras do futebol, para facilitar a identificação imediata dos goleiros pelos árbitros, jogadores e torcedores.
Relembre as camisas
Na primeira Copa do Mundo, em 1930, os goleiros Joel e Velloso usavam uma camisa com gola alta chamativa e manga comprida. Como as fotos são em preto e branco, acredita-se que a camisa era azul escuro.
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Em 1934, os goleiros Pedrosa e Germano usavam uma camisa preta de manga comprida e gola polo azul. Em 1938, enquanto os jogadores apostaram na gola V, os goleiros Batatais e Válter usaram uma camisa preta de gola alta.
Em 1950, o goleiro titular era Moacyr Barbosa, que usou o mesmo uniforme nas seis partidas: uma blusa cinza de manga longa e gola, com o escudo da CBD no peito. Ele foi um dos maiores goleiros da época, jogava no Vasco da Gama, mas ficou marcado por ter sofrido o gol decisivo na derrota por 2 x 1 para o Uruguai, que eliminou o Brasil da Copa naquele ano. A partida é conhecida como "Maracanazo".
O goleiro Castilho jogou as três partidas do Brasil na Copa de 1954. Ele usou um uniforme preto e meias brancas, no meio da camisa estava escrito BRASIL e o logo da antiga Confederação Brasileira de Desportos (CBD). Em 1958, 1962 e 1966 o goleiro foi Gilmar. Ele foi o único goleiro na história do futebol mundial a conquistar duas Copas do Mundo como titular.
Em 1958, ele usou uniforme escuro em todas as partidas, com camisa azul, calção preto e meias cinzas. Naquele ano, toda a seleção estava com camisas azuis improvisadas, por isso, a camisa de Gilmar não tem cor diferente, apesar de ser de um tom mais escuro.
Nos anos seguintes, 1962 e 1966, ele usou camisas bastante similares a esta: manteve a gola V e o tom azul escuro, o que mudou foi a posição da logo e do escrito BRASIL.
Nas décadas de 60 e 70, as camisas são bastante parecidas. Sempre com BRASIL escrito e a logo da CDB/CBF, apenas mudando a fonte, com gola polo e mangas compridas. Em 1970, o goleiro Félix jogou de azul escuro, com o escrito em amarelo.
Nas próximas duas Copas, o goleiro foi Leão. A partir daqui, o uniforme do goleiro também carregava as três estrelas das vitórias do Brasil.
Em 1974, usou a clássica azul escura de mangas longas e gola polo, combinada com calções brancos e meiões pretos. Foi o ano que as cores dos uniformes faziam diferença na televisão, agora com cores. Mesmo assim, para o goleiro só havia uma opção de uniforme, a azul escuro. Isso levou Leão a jogar de branco e amarelo em alguns jogos, em um improviso por conta das cores.
Em 1978, depois da confusão com as cores da camisa dos goleiros, o Brasil finalmente tinha duas opções para o gol: uma verde e outra cinza. Naquela Copa, Leão usou somente a camisa verde. Já em 1982, quando Waldir Peres foi o titular da seleção no gol, a camisa cinza foi mais usada, menos na estreia na Copa, que ele jogou de azul.
Em 1986, manteve-se a gola polo, os escritos e o logo em uma camisa cinza. Carlos Roberto Gallo vestiu a camisa número 1 e disputou todos os jogos daquela Copa. Nas próximas três Copas, de 1990, 1994 e 1998, a lenda Taffarel era o titular.
A década de 1990 foi famosa pela tendência "papagaio de vintém", em que os goleiros usavam camisas muito estampadas e coloridas, a qual o Brasil não aderiu. A seleção se manteve em tons sóbrios de cinza e verde. O uniforme de Taffarel de 1990 se tornou um clássico entre os torcedores: totalmente verde, golo polo, com mangas longas e tecido encorpado.
Em 1994, ele jogou uma única partida de cinza, se manteve de verde-bandeira vibrante na Copa. O uniforme do goleiro tinha um modelo bufante e gola polo. Em 1998, o uniforme foi produzido pela Nike. Verde, com mangas até o meio dos braços, e detalhes e listras em amarelo.
O goleiro do pentacampeonato, Marcos, usou camisas pretas e cinzas na Copa de 2002, com detalhes marcantes em branco, verde e amarelo. Fabricado pela Nike, o modelo tinha faixas verticais e recortes fluidos nas laterais e nas mangas.
Para a Copa do Mundo de 2006, Dida usou uma camisa cinza com dois tons e um design tecnológico para a época. As camisas tinham gola redonda e painéis nas laterais. A outra opção era verde.
Em 2010 e 2014 o titular foi Júlio César. Em 2010, ele usou uniformes verde com detalhes em amarelo, e cinza com detalhes em preto nas mangas compridas. Já em 2014, diferente das outras edições, Júlio usou o número 12 na camisa, que tinha um design degradê com faixas poligonais. O titular usava um modelo predominantemente verde, com opção em cinza.
Na Copa de 2018, Alisson era o titular e usou uniformes mais sóbrios e tradicionais em preto e verde. A camisa tinha detalhes de linhas e grafismos na região dos ombros e mangas. Essa edição ficou marcada pela derrota de 7 x 1 para a Alemanha em casa.
Alisson voltou a Copa em 2022, dessa vez usando camisas preta, cinza e verde, com grafismos e detalhes. Foi produzida pela Nike, fez parte da coleção Garra, uma homenagem à garra brasileira e ao design da onça-pintada no uniforme de jogo principal, que foi polêmico na época.
O que o goleiro vai usar em 2026?
Este ano, os goleiros da seleção brasileira têm três opções de uniforme, que apostam em cores mais vibrantes e um design moderno e estampado: cinza/preta, magenta/rosa, e vermelho. Os uniformes já foram definidos para as primeiras partidas do Brasil, na fase de grupos - confira abaixo:
Segundo o regulamento da Copa do Mundo, a escolha de qual uniforme será utilizado é feita pela Fifa, que sempre que possível prioriza o uniforme principal. A entidade determina as cores pelo que considera um “contraste claro” que não cause confusões em campo.
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