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Esporte radical com corda: entenda diferenças entre rope jump e bungee jump

Pexels/Sérgio Cruz

O bungee jump é regulamentado pela norma ABNT NBR 16.714; o rope jump, ainda não - Pexels/Sérgio Cruz
O bungee jump é regulamentado pela norma ABNT NBR 16.714; o rope jump, ainda não
Por Bárbara Ferreira

17/06/2026 | 18h08

São Paulo – Saltar de pontes, plataformas e grandes alturas preso a cordas é uma experiência que atrai cada vez mais adeptos dos esportes radicais. Após a morte de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, de 21 anos, em Limeira, no interior de São Paulo, lançada da ponte sem as cordas de segurança, os esportes estão cada vez mais comentados.

Entre as modalidades mais conhecidas estão o rope jump e o bungee jump, práticas que costumam ser confundidas pelo público, mas apresentam diferenças importantes na forma de execução e nos equipamentos utilizados.

Além das distinções técnicas, os esportes também possuem cenários regulatórios diferentes. Enquanto o bungee jump é regulamentado pela norma ABNT NBR 16.714, o rope jump, também conhecido como pêndulo humano, ainda não possui protocolos oficiais ou federações reconhecidas nacionalmente para estabelecer padrões de segurança.

O que é rope jump?

Na prática, no rope jump o participante salta de uma estrutura elevada preso por sistemas de segurança fixados normalmente na cintura e no peitoral. A corda fica presa na estrutura da ponte. Após a queda inicial, o corpo passa a se movimentar como um pêndulo.

Segundo Marco Junior, presidente da Associação Brasileira de Rope Jump e Pêndulo Humano (ABRJH), no rope jump, a absorção do impacto ocorre por meio do movimento pendular do corpo. "O rope jump é o salto de pêndulo".

O que é bungee jump?

No bungee jump, o mecanismo é diferente. A desaceleração acontece pela elasticidade da corda utilizada na atividade, explica Marco. Nesse tipo de salto, o praticante costuma ficar preso pelos pés e salta do mesmo ponto onde a corda está ancorada.

"Você salta no mesmo ponto onde a corda está amarrada. A corda vai esticar para absorver seu impacto e depois vai te puxar de volta, fazendo aquele efeito ioiô", diz.

Qual a principal diferença entre rope jump e bungee jump?

Bungee jump tem corda elástica
Bungee jump tem corda elástica - Pexels / Arun Mathew

A principal diferença está na forma como a energia da queda é absorvida, o que impacta no tipo de corda utilizado.

No bungee jump:

  • A corda elástica absorve o impacto;
  • O praticante é puxado de volta após a queda;
  • O movimento é semelhante a um ioiô.

No rope jump:

  • O impacto é dissipado pelo deslocamento pendular;
  • O participante não retorna ao ponto inicial;
  • O movimento ocorre em forma de arco, semelhante a um balanço gigante.

Onde cada modalidade pode ser praticada?

Segundo Marco Junior, o bungee jump costuma ter mais limitações operacionais, geralmente praticado em pontes ou com guindastes. Além disso, fatores climáticos e características da estrutura utilizada podem influenciar a realização da atividade.

Já o rope jump oferece maior flexibilidade, explicou o profissional. "Pode ser feito em ponte, em cachoeira e em outros locais. Devido à versatilidade do esporte, ele é mais fácil de ser aplicado", explica.

É necessário permissão para praticar o esporte em determinados locais (por exemplo, na ponte exige que a Prefeitura aceite a prática ali).

Quem pode praticar?

De acordo com o presidente da ABRJH, a prática é indicada para a maioria das pessoas, desde que não existam contraindicações médicas específicas, como é o caso de gestantes e pessoas com problemas cardíacos graves.

Por outro lado, condições como pressão alta, pressão baixa, epilepsia, osteoporose ou cirurgias ortopédicas recentes não são necessariamente impeditivos, mas exigem uma liberação médica e cumprimento das orientações de segurança da equipe responsável, explicou Marco.

No caso de menores de idade precisam estar acompanhados de responsáveis, a autorização por escrito não é suficiente. "Não adianta mandar uma carta; têm que estar acompanhados".

Qual é mais seguro?

Especialistas destacam que a segurança depende:

  • da qualificação da equipe,
  • da manutenção dos equipamentos,
  • do cumprimento dos protocolos,
  • da avaliação das condições do local de salto.

Por isso, antes de participar de qualquer modalidade, é importante verificar a experiência da empresa organizadora, os sistemas de segurança utilizados e as orientações fornecidas aos participantes.

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