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Governo cria Sistema Nacional de Trilhas para fortalecer e promover ecoturismo

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As ações reforçam a conservação dos biomas e o enfrentamento à mudança do clima e seus impactos - Envato
As ações reforçam a conservação dos biomas e o enfrentamento à mudança do clima e seus impactos
Por Alessandra Taraborelli

14/06/2026 | 09h34 ● Atualizado | 09h56

São Paulo - O governo federal oficializou a criação do Sistema Nacional de Trilhas (Sintrilhas), medida que transforma a Rede Nacional de Trilhas de Longo Curso e Conectividade (RedeTrilhas) em uma política pública permanente, fortalecendo o turismo de natureza como instrumento de geração de emprego, renda e desenvolvimento.

Assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva e pelo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano, o decreto não apenas protege o meio ambiente, como tem um conjunto de medidas para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

As ações reforçam a conservação dos biomas e o enfrentamento à mudança do clima e seus impactos, ampliam o reconhecimento aos serviços ambientais prestados por pessoas que protegem a natureza e impulsionam investimentos para a promoção da transformação ecológica no país.

A instituição oficial do Sintrilhas consolida uma malha que já reúne 22 trilhas oficialmente reconhecidas, mais de 7 mil quilômetros sinalizados, presença em 18 estados, 184 municípios abrangidos e 347 unidades de conservação conectadas.

Ao todo, o planejamento nacional projeta ultrapassar os 16 mil quilômetros de rotas, cobrindo todos os biomas terrestres brasileiros, além da zona costeira e marinha.

O sistema busca estruturar as trilhas brasileiras, ampliar a segurança dos usuários e fortalecer o posicionamento do Brasil no mercado internacional de turismo de natureza.

"Temos a obrigação de preservar nossas riquezas naturais e fazer com que elas tenham utilidade para o povo brasileiro", destacou o presidente Lula durante a cerimônia no Palácio do Planalto.

Impacto nas comunidades

Além de conservação ambiental, a nova política gera oportunidade de negócios no setor de turismo para comunidades e empreendedores de todo o país. Ao levar turistas para fora dos grandes centros urbanos, a medida injeta dinheiro diretamente na economia local.

“O Sintrilhas transforma uma iniciativa construída ao longo dos últimos anos em uma política pública permanente. Estamos fortalecendo um modelo de turismo que leva visitantes para novos destinos, gera emprego, distribui renda e cria oportunidades, principalmente, para quem vive da pousada familiar, do pequeno restaurante, do artesanato, da produção local e dos serviços turísticos”, destacou Feliciano.

Além das caminhadas

Na prática, o Sintrilhas cria condições para ampliar a circulação de visitantes, aumentar o tempo de permanência nos destinos e fortalecer atividades ligadas à hospedagem, alimentação, guiamento turístico, artesanato, produção local e turismo de base comunitária.

Além disso, com essa nova política cresce a oportunidade de levar visitantes a regiões que muitas vezes ficam fora dos grandes circuitos turísticos, ampliando a distribuição dos benefícios econômicos do setor por diferentes municípios brasileiros.

Medidas

O pacote de ações inclui a assinatura de seis decretos e a sanção de dois projetos de lei. Entre os destaques está a criação da Política e do Programa Nacional para Recuperação da Vegetação da Caatinga. A nova lei visa recuperar áreas degradadas do bioma, ampliar a produção sustentável de alimentos, garantir a segurança hídrica e estimular a bioeconomia e o manejo florestal na região.

Outra medida importante é a regulamentação do Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA). Com as novas regras, repasses para estados e municípios serão mais rápidos, agilizando o combate a incêndios florestais e o manejo populacional ético de cães e gatos.

Recursos e Investimentos

A agenda de desenvolvimento sustentável também garantiu aportes financeiros:

• Fundo Clima: R$ 834 milhões.
• Fundo Amazônia: Pelo menos R$ 210 milhões, com a oficialização de uma doação de R$ 270 milhões do Reino Unido.
• ARPA Comunidades: R$ 370 milhões destinados a investimentos nas cadeias da sociobioeconomia junto a populações extrativistas.

O plano ambiental avança ainda na preservação do território com a criação do Parque Nacional Povos Indígenas do Rio Tanaru, em Rondônia, e a ampliação do Parque Nacional Serra das Confusões, no Piauí.

Coordenadas pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo ICMBio, essas ações fortalecem a conectividade ecológica, a conservação de espécies ameaçadas e a valorização do patrimônio natural e cultural do país.

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