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Mercado Novo em BH une tradição e inovação e vira destaque internacional

A revista Condé Nast Traveler elege Minas Gerais como um dos melhores destinos do mundo para comer em 2026, destacando o Mercado Novo

Alessandra Taraborelli

Por Alessandra Taraborelli

23/10/2026 | 08h11

André Huber/Agência Merlot

Com prédio datado de 1960 no hipercentro de BH, Mercado Novo recebeu, durante a Copa, 550 mil pessoas - André Huber/Agência Merlot
Com prédio datado de 1960 no hipercentro de BH, Mercado Novo recebeu, durante a Copa, 550 mil pessoas
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O Mercado Novo em Belo Horizonte foi reconhecido pela revista Condé Nast Traveler como um dos melhores destinos gastronômicos do mundo para 2026, destacando sua revitalização e a fusão de tradição e inovação na culinária mineira.

O espaço, que atrai um público jovem em busca de experiências gastronômicas, oferece uma variedade de pratos que vão desde o pastel de angu até o frango com quiabo, refletindo a rica cultura local.

Com a ocupação de novos empreendedores, o Mercado Novo se consolidou como um ponto de encontro cultural, promovendo a convivência de diferentes expressões da cultura mineira e projetando Belo Horizonte como um centro contemporâneo de gastronomia.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Antes mesmo do nascer do sol e da abertura dos primeiros bares, o coração do centro de Belo Horizonte já pulsa no Mercado Novo. Entre o ritmo frenético da tradicional feira da madrugada e o aroma de café recém-passado, o histórico edifício se transformou no maior laboratório da gastronomia mineira contemporânea, que acaba de colocar Minas Gerais na cobiçada lista da revista internacional Condé Nast Traveler como um dos melhores destinos do mundo para comer em 2026.

Construído na década de 1960, o Mercado Novo viveu um processo de revitalização que reposicionou seus andares superiores como um dinâmico polo de economia criativa, cultura e boemia autoral.

O segredo do sucesso está no equilíbrio, com um espaço que atrai um público jovem e antenado em busca de experiências gastronômicas e música, sem abrir mão da essência popular e do abastecimento diário que marcam sua história.

Para quem visita a capital mineira, reconhecida pela Unesco desde 2019 como Cidade Criativa da Gastronomia, o local oferece um roteiro fragmentado, pensado para ser degustado em várias paradas ao longo do dia, em vez de uma única refeição.

Banquete de tradição e inovação

A jornada gastronômica pelos corredores do mercado pode começar com o clássico pastel de angu feito com massa de fubá no Pastel do Moinho, ou com as criações d'A Pão de Queijaria. Ali, o quitute mais famoso do Estado ganha recheios como goiabada cascão com requeijão de barra e doce de leite com queijo minas, acompanhados por ousadias como o ketchup de goiabada.

Na hora do almoço, o Fogão Vermelho preserva a alma da roça com o preparo 100% no fogão a lenha, servindo clássicos como frango com quiabo, feijão-tropeiro e tutu com pernil.

O passeio ainda reserva espaço para a charcutaria tradicional, com leitoa assada e o crocante torresmo de rolo, docerias repletas de compotas com afeto de "cozinha de vó", cafeterias de cafés especiais, cervejarias e bares de coquetelaria autoral.

Encontro entre a memória e a cidade

A ocupação orgânica por novos empreendedores tornou o edifício um ponto de encontro obrigatório para quem quer vivenciar a gastronomia diretamente em contato com quem produz, cozinha e frequenta o lugar.

Para o curador e síndico do Mercado Novo, Luiz Felipe de Castro, o local se tornou um espaço onde diferentes expressões da cultura mineira conseguem coexistir de forma muito orgânica. A gastronomia ocupa um papel central nesse movimento porque ela traduz comportamento, memória e inovação. Ao mesmo tempo, funciona como um fio condutor para um prédio muito mais representativo para a cultura brasileira.

O que vemos hoje aqui é uma produção autoral que nasce do território, respeita as raízes de Minas e projeta Belo Horizonte para uma conversa contemporânea sobre comida e cidade.
Luiz Felipe de Castro, curador e síndico do Mercado Novo

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