CONFIRA

Arcebispo de Aparecida critica confrontos e pede 'paz desarmada e desarmante'

A missa solene contou com a presença de autoridades políticas, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB)

Estadão Conteúdo

Por Estadão Conteúdo

12/10/2026 | 15h53

Foto: Secretaria do Turismo e Viagens do Estado de S.Paulo

O arcebispo ressaltou que os ensinamentos cristãos não podem ser utilizados para justificar a intolerância e a violência - Foto: Secretaria do Turismo e Viagens do Estado de S.Paulo
O arcebispo ressaltou que os ensinamentos cristãos não podem ser utilizados para justificar a intolerância e a violência
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Milhares de fiéis participaram da missa em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, no Santuário Nacional, onde o arcebispo dom Mário Antônio da Silva fez um apelo pela paz e criticou divisões sociais e políticas.

Durante a homilia, o arcebispo enfatizou que os ensinamentos cristãos não justificam a intolerância e a violência, e pediu um compromisso maior com o bem comum, relacionando a história da santa aos desafios atuais do país.

A missa contou com a presença de autoridades, incluindo o vice-presidente Geraldo Alckmin, e faz parte da Festa da Padroeira, que atrai romeiros de todo o Brasil ao Santuário Nacional, um importante destino de peregrinação católica.

Resumo gerado por IA

São Paulo - Milhares de fiéis acompanharam nesta segunda-feira, 12, a missa solene em homenagem a Nossa Senhora Aparecida, padroeira do Brasil, no Santuário Nacional, em Aparecida, no interior de São Paulo.

Durante a celebração, o arcebispo de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva, fez um apelo pela paz e criticou as divisões e os confrontos, afirmando que o Evangelho "não autoriza o ódio contra quem pensa diferente."

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Em sua homilia, o religioso defendeu a construção de uma paz baseada no diálogo e na superação das diferenças, fazendo referência à mensagem do papa Leão XIV

Sabemos que Jesus manda construir a paz. E, aqui, escutando o papa Leão XIV, uma paz desarmada e desarmante. Mas muitas vezes alimentamos divisões com armamentos, com guerras e tantos confrontos entre nós."
Arcebispo de Aparecida, dom Mário Antônio da Silva

Na sequência, o arcebispo ressaltou que os ensinamentos cristãos não podem ser utilizados para justificar a intolerância e a violência.

"O Evangelho, queridos irmãos e irmãs, não nos autoriza a odiar quem pensa diferente, nem a matar os inimigos. O Evangelho, sim, nos autoriza a construir pontes onde alguém abre precipícios, ou túneis onde alguém perde Deus", disse.

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Ao abordar a devoção à padroeira do Brasil, dom Mário Antônio recordou a descoberta da imagem de Nossa Senhora Aparecida por pescadores nas águas do Rio Paraíba do Sul, em 1717. O arcebispo relacionou a história da santa aos desafios enfrentados atualmente pelo País e pediu maior compromisso com o bem comum.

"Que Nossa Senhora Aparecida, encontrada nas águas do Paraíba do Sul em 1717, continue encontrando o Brasil nas águas turvas do nosso tempo, para que cresça em nós o compromisso de cuidar da nossa pátria como um jardim que Deus criou para todos", declarou.

O religioso também destacou o significado da pequena imagem para os milhões de brasileiros que recorrem à padroeira em momentos de dificuldade. Segundo ele, a Igreja é formada por pessoas que enfrentam desafios, conflitos e sofrimentos, mas que permanecem unidas pela fé.

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"Justamente esta pequena imagem se tornou um grande sinal de esperança e ternura para milhões de brasileiros e brasileiras. Aparecida nos recorda que a Igreja não é uma comunidade de perfeitos, é uma comunidade de peregrinos", afirmou.

"Somos gente que enfrenta tempestades, dificuldades, divisões, dragões, perigos, sofrimentos, mas que continua caminhando no seguimento ao Cristo, cordeiro imolado por nós e Redentor de toda a humanidade", acrescentou.

Vice-presidente e autoridades

A missa solene contou com a presença de autoridades políticas, entre elas o vice-presidente da República, Geraldo Alckmin (PSB) o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o presidente nacional do PSD, Gilberto Kassab, e a deputada federal Tabata Amaral (PSB).

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Católico, Alckmin costuma ir na cidade do interior de São Paulo na data religiosa, mas neste ano a visita é reforçada pelo fato de o tema de Nossa Senhora ter virado assunto de propaganda eleitoral.

A celebração integra a programação da Festa da Padroeira, que reúne milhares de romeiros de diferentes regiões do País no Santuário Nacional de Aparecida, um dos principais destinos de peregrinação católica do Brasil.

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