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Brasil e Coreia do Sul assinam acordo para produzir remédios de doenças raras

Rafael Nascimento/MS

O investimento estimado do Ministério da Saúde é de R$ 1,104 bilhão no primeiro ano - Rafael Nascimento/MS
O investimento estimado do Ministério da Saúde é de R$ 1,104 bilhão no primeiro ano
Por Emanuele Almeida

24/02/2026 | 10h18

São Paulo, 24/02/2026 - O Brasil e a Coreia do Sul assinaram três Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) voltadas para a produção nacional de bevacizumabe, eculizumabe e aflibercepte, medicamentos usados para doenças graves e específicas. O investimento estimado do Ministério da Saúde é de R$ 1,104 bilhão no primeiro ano.

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As PDPs têm como objetivo ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e foram assinadas durante Encontro Empresarial Brasil–Coreia do Sul, organizado pela ApexBrasil na segunda-feira, 23. Na ocasião, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha reforçou a importância de transformar em resultados concretos a parceria entre os países. 

"A medida amplia a capacidade produtiva nacional de produtos e insumos essenciais à saúde pública, fortalece a soberania produtiva do país, reduz vulnerabilidades do SUS diante de oscilações do mercado internacional e diminui o risco de desabastecimento", disse o ministro durante o encontro.

Medicamentos

As PDPs firmadas marcam o início da fabricação nacional de três medicamentos estratégicos, unindo instituições públicas e o setor privado (Bionovis e a sul-coreana Samsung Bioepis):

  • Aflibercepte: voltado ao tratamento de degeneração macular, terá a Funed como parceira pública;
  • Bevacizumabe: indicado para oncologia e oftalmologia, será produzido em parceria com a Bahiafarma;
  • Eculizumabe: utilizado para a doença rara Hemoglobinúria Paroxística Noturna (HPN), também contará com a Bahiafarma para a transferência de tecnologia.

Entre os principais instrumentos negociados está a assinatura de um Memorando de Entendimento (MoU) voltado à inovação farmacêutica e saúde digital. O foco é criar sistemas de saúde mais resilientes por meio do intercâmbio em terapias avançadas e dados.

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Na visita, foram firmados seis acordos de produção conjunta que abrangem biotecnologia, diagnósticos e tratamentos oncológicos e oftalmológicos. 

Outros acordos

Recentemente, o governo também assinou três acordos estratégicos com a Índia para a fabricação nacional de medicamentos oncológicos que serão distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria histórica prevê investimentos que podem chegar a R$ 10 bilhões ao longo dos próximos dez anos com aporte de até R$ 22 milhões já no primeiro ano.

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