Brasil e Índia fecham acordo para produção de remédios contra câncer no SUS
Rafael Nascimento/MS
São Paulo, 22/02/2026 - O Ministério da Saúde assinou no sábado, 21, durante missão oficial em Nova Delhi, na Índia, três acordos estratégicos para a fabricação nacional de medicamentos oncológicos que serão distribuídos gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A parceria histórica prevê investimentos que podem chegar a R$ 10 bilhões ao longo dos próximos dez anos com aporte de até R$ 22 milhões já no primeiro ano.
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A iniciativa viabilizará o fornecimento de três remédios de alta complexidade: pertuzumabe, dasatinibe e nivolumabe. Esses medicamentos são terapias modernas fundamentais para o tratamento de leucemias e cânceres de pele e de mama.
Os três acordos estratégicos fsão Parcerias para o Desenvolvimento Produtivo (PDP), que tem como objetivo ampliar o acesso a medicamentos e produtos para saúde considerados estratégicos para o Sistema Único de Saúde (SUS), além de fortalecer o Complexo Econômico-Industrial do País
O objetivo principal do governo é reduzir a dependência externa do Brasil na compra de fármacos, garantir a estabilidade no abastecimento das farmácias do SUS e ampliar o acesso da população a esses tratamentos vitais.
Produção
As PDPs envolvem parcerias entre entes públicos e privados. O Nivolumabe e o Pertuzumabe serão produzidos pela Bahiafarma em conjunto com a Bionovis e as farmacêuticas Dr. Reddy’s e Biocon Biologics, respectivamente. Já o Dasatinibe será fruto da cooperação entre a FURP, Biocon Pharma e Nortec Química.
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O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que a transferência de tecnologia fortalecerá a indústria nacional, além de gerar emprego, renda e maior autonomia sanitária para o país.
Para complementar a aliança estratégica, a cooperação em saúde entre os dois países foi prorrogada por mais cinco anos. A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aproveitou a missão para firmar parcerias focadas na produção de tratamentos para doenças raras e negligenciadas (como malária e tuberculose), enquanto a Agência Nacional de Vigilâcia Sanitária (Anvisa) assinou um memorando com a agência reguladora indiana para tornar a análise e aprovação de medicamentos mais ágil e segura.
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