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BTG/Nexus: Lula volta a empatar tecnicamente com Flávio Bolsonaro

Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado

Vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuiu - Ricardo Stuckert/PR e Andressa Anholete/Agência Senado
Vantagem de Lula sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuiu
Por Broadcast

29/06/2026 | 08h00

São Paulo e Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) lidera numericamente todos os cenários de segundo turno das eleições de 2026 testados pela pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 29, mas a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) diminuiu e os dois estão tecnicamente empatados dentro da margem de erro. 

Ao mesmo tempo, o levantamento mostra um eleitorado dividido em relação ao governo federal, com aprovação e reprovação de 48%, e percepção compartilhada sobre a responsabilidade política pelo caso do Banco Master.

No cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 47% das intenções de voto, contra 44% do senador, diferença dentro da margem de erro de dois pontos porcentuais.

Nos demais cenários testados, Lula vence o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) por 48% a 38%; o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) por 47% a 39%; e o presidente do partido Missão, Renan Santos, por 48% a 36%.

Os eleitores que afirmam votar em branco, nulo ou nenhum variam entre 8% e 15%, atingindo o menor porcentual na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro. Os que não sabem ou não responderam variam de 1% a 2%.

No primeiro turno, Lula registra 42% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 34%. Na sequência aparecem Caiado, com 5%; Renan Santos, com 4%; Zema, com 3%; e o ex-ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa (DC), com 2%. Brancos, nulos ou nenhum somam 5%, enquanto 3% não souberam ou não responderam.

Aprovação

A pesquisa também mostra que o governo Lula chega ao fim de junho dividido ao meio na percepção do eleitorado: 48% aprovam a gestão e outros 48% a desaprovam. Na avaliação qualitativa, porém, o porcentual dos que classificam a administração como ruim ou péssima, de 42%, supera o dos que a consideram ótima ou boa, de 38%.

Do total, 18% classificam o governo federal como ótimo e 20% como bom. Na outra ponta, 33% o consideram péssimo e 9%, ruim, enquanto 18% avaliam a gestão como regular.

A percepção sobre a economia do País segue majoritariamente negativa: 51% dos entrevistados a classificam como ruim ou péssima, 30% como regular e 17% como ótima ou boa. Já em relação à própria situação financeira, 47% dizem que ela é regular, enquanto 34% a consideram ótima ou boa e 19%, ruim ou péssima.

Na comparação entre os governos Lula e Jair Bolsonaro, 42% dos entrevistados dizem que a economia está melhor sob a atual gestão, mesmo porcentual dos que afirmam que a situação era melhor no governo anterior. Sobre a própria vida financeira, 45% relatam estar em condição muito melhor ou um pouco melhor, 29% dizem estar pior e 23% afirmam não perceber mudanças.

Banco Master

O levantamento também mediu a percepção dos eleitores sobre o caso do Banco Master. Para 35% dos entrevistados, trata-se de um escândalo ligado tanto ao grupo político de Flávio Bolsonaro quanto ao de Lula. Outros 32% associam o caso mais ao grupo de Flávio, enquanto 23% o relacionam mais ao grupo do presidente.

Esta é a primeira pesquisa realizada depois da operação contra o agora ex-líder do governo no Senado Jaques Wagner (PT-BA) e da divulgação da conversa entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro, dono do Master.

Segundo o levantamento, 24% dos entrevistados afirmaram não ter ouvido falar da operação contra Wagner, realizada em 18 de junho. Já 17% disseram desconhecer a conversa entre Flávio Bolsonaro e Vorcaro, divulgada em 13 de maio. Ao todo, 82% afirmaram ter ouvido falar do caso envolvendo Flávio e 75% do caso envolvendo Wagner.

A pesquisa ouviu 2.009 eleitores com 16 anos ou mais entre os dias 26 e 28 de junho. O levantamento tem nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos porcentuais, para mais ou para menos. O registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) é BR-08521/2026.

(Por Geovani Bucci e Gabriel Hirabahasi)

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