Como ficará o tempo em março no País? Chuvas vão continuar?
Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
São Paulo, 27/02/2026 - Após um fevereiro marcado por temporais e volumes de chuva acima da média em várias regiões, março deve registrar uma diminuição gradual das precipitações no Brasil. Segundo a especialista em meteorologia Maria Clara Sassaki, da Tempo Ok, o mês marca o fim do período chuvoso no País e deve ser caracterizado por períodos mais longos de tempo seco e quente.
Desde o fim de janeiro, as chuvas ganharam força e se tornaram mais frequentes, influenciadas principalmente pelo fenômeno La Niña, que ainda atua, embora em enfraquecimento. "A circulação atmosférica ainda sofre os efeitos da La Niña, que desloca a chamada ‘gangorra da chuva’ mais para o norte do País", explica Maria Clara.
Outro fator que tem influenciado o padrão das precipitações é a reconfiguração das anomalias de temperatura dos oceanos tropicais, que voltaram a favorecer chuvas mais expressivas sobre a América do Sul.
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Chuvas diminuem em março
Em março, o padrão muda com o enfraquecimento das chuvas, aumento do calor, e irregularidade das precipitações.
No Sudeste e Centro-Oeste a previsão indica precipitação abaixo do padrão climatológico ao longo de março, o que pode favorecer o andamento das atividades de campo, mas exige atenção quanto à segunda safra de milho.
No Sul, a expectativa é de um mês mais quente e seco do que o habitual, com pancadas isoladas insuficientes para reverter as perdas já registradas nas lavouras de milho e soja.
Já no Norte, março deve apresentar comportamento mais irregular. A tendência é de precipitações acima da média em Roraima e no Amapá, enquanto Pará, Tocantins e Rondônia podem registrar volumes abaixo do normal.
No Nordeste, a maior parte da região também deve ter chuvas inferiores à média, com exceção do litoral do Maranhão, onde os acumulados tendem a ser mais elevados.
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Expectativa para onda de calor
A especialista em meteorologia alerta ainda para a possibilidade de ondas de calor em meados do mês, intensificadas pelos intervalos mais longos entre os períodos de chuva. A expectativa é de que os volumes mais expressivos retornem apenas no início de abril, especialmente nas regiões Norte e Nordeste.
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