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Custo do fim da escala 6x1 ao comércio será de R$ 122 bi anuais, segundo CNC

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Entidade estima que o "choque" pode resultar em 631 mil empregos formais a menos no curto e médio prazos - Adobe Stock
Entidade estima que o "choque" pode resultar em 631 mil empregos formais a menos no curto e médio prazos
Por Broadcast

23/02/2026 | 19h27

Brasília, 23/02/2026 - A Confederação Nacional do Comércio (CNC) divulgou um levantamento nesta segunda-feira, 23, em que diz que o custo total de adequação ao fim da escala 6x1 no comércio é estimado em R$ 122,4 bilhões anuais, valor que representaria aumento instantâneo de 21% na folha salarial do segmento. No setor de serviços, o impacto estimado é de R$ 235 bilhões.

O documento intitulado "Parecer técnico-econômico: análise dos impactos do fim da jornada 6x1 no Brasil" diz que, entre os trabalhadores formais do comércio varejista, 93% cumprem jornadas superiores a 40 horas semanais, e entre os trabalhadores do atacado, 92% se encontram na mesma situação. Segundo a entidade, o "choque" pode resultar em 631 mil empregos formais a menos no curto e médio prazos.

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A CNC também diz que o "choque" na folha de pagamentos implicaria em aumento de 13% nos preços ao consumidor final. Porém, a Confederação diz que o comércio não conta com o repasse integral desse valor, porque a renda da população não seria compatível.

"Consequentemente, o setor se submeteria a um choque significativo na sua principal fonte de receitas, o faturamento decorrente da revenda de mercadorias o que, em última instância, induziria o setor a reajustar o próprio quadro de funcionários para fazer adequar-se à essa redução de demanda", diz o texto.

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A Confederação também afirma que, para um ponto porcentual de aumento dos preços ao consumidor final, "incorre-se uma perda de 0,08 ponto porcentual no Excedente Operacional Bruto do setor (EOB)".

A organização prossegue: "Desse modo, impacto agregado resultante aponta para uma redução de 5,7% (0,057 ponto porcentual) no Excedente Operacional Bruto do comércio de modo que, a valor presente, o EOB do comércio seria reduzido em R$ 73,31 bilhões - superando, por exemplo, em mais de R$ 2 bilhões tudo que o comércio varejista faturou com o Natal de 2024".

Outro apontamento é de que o turismo seria um dos setores mais vulneráveis, com custo potencial de adequação de 54%, "dada a impossibilidade de automatizar serviços essenciais como hospedagem, alimentação e atendimento presencial".

A proposta de fim da escala 6x1 passará a ser analisada nesta terça-feira, 24, na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. A expectativa é de que a CCJ anuncie como relator da matéria o deputado Paulo Azi (União-BA), mas oficialmente o presidente do colegiado, Leur Lomanto Jr. (União-BA), diz que outros nomes ainda são cotados.

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Fiesp defende debate em 2027

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, pediu hoje, durante encontro com o vice-presidente Geraldo Alckmin, que o debate sobre o fim da escala de trabalho 6X1 seja adiado para o ano que vem, fora do calendário eleitoral.

Segundo Skaf, 6X1 e ano eleitoral “não combinam”. “A gente precisa que essa discussão vá para 2027. Nós estamos abertos sempre a debater tudo. Só que, ano eleitoral, as emoções, os sentimentos, as motivações muitas vezes se confundem com os interesses do País”, declarou Skaf.

(Por Victor Ohana e Eduardo Laguna)

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