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Discussão sobre redução da jornada 6 x 1 é inadiável, diz presidente da Câmara

Lula Marques / Agência Brasil

Motta encaminhou a PEC que trata do fim da escala de trabalho 6x1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) - Lula Marques / Agência Brasil
Motta encaminhou a PEC que trata do fim da escala de trabalho 6x1 para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ)
Por Broadcast

09/02/2026 | 20h08

Brasília, 09/02/2026 - O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), afirmou que a discussão sobre a redução da jornada de trabalho se tornou “inadiável” e que o Parlamento quer puxar para si o “protagonismo” na pauta.

As declarações ocorreram após ele ter decidido juntar duas PECs que tratam sobre o assunto, como a que propõe o fim da jornada 6 x1, e recolocar o assunto na pauta da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. 

Leia também: O que é escala 6x1 e como ela afeta o trabalhador?

“Nós temos a consciência de que, com o avanço tecnológico, com tudo o que temos hoje como ferramenta de trabalho, a discussão sobre a redução de jornada se tornou inadiável”, afirmou o presidente da Câmara.

Na sequência, Motta respondeu um questionamento sobre a decisão de dar andamento à proposta em forma de PEC, em vez de aderir à estratégia que o governo estudava, de acelerar a pauta por meio de projeto de lei sob urgência constitucional.

Na prática, Motta apensou a PEC apresentada pela deputada Erika Hilton (PSOL-SP) a outra protocolada em 2019 pelo deputado Reginaldo Lopes (PT-MG). A proposta do petista está mais avançada, porém, encontrava-se estagnada na CCJ.

'PECs correlatas'

“As PECs são correlatas do ponto de vista temático e nada mais natural do que haver esse apensamento que nós fizemos para que a matéria possa tramitar na Casa. A decisão foi tomada com base naquilo que deve ser o norte de qualquer presidente de um Parlamento, que é seguir o regimento”, declarou.

Motta continuou: “Em nenhum momento, passou pela nossa decisão o desejo de adiar esse debate. Pelo contrário, o Parlamento quer puxar para si o protagonismo nesse tema. É importante o apoio do governo, nós sabemos que o governo tem uma posição favorável”.

Ele ainda fez uma defesa da discussão sobre o assunto. “Pessimistas, lá trás, na época da escravidão, ficaram contra o fim da escravidão. Depois, ficaram contra a criação da carteira de trabalho. E o que nós vimos foi que, quando se teve coragem de enfrentar essas pautas, o Brasil ganhou. Ganhou em prosperidade”, afirmou.

(Por Victor Ohana)

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