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'Dinheiro na mão do povo' resolveria inflação, diz Lula em reunião ministerial

Ao longo da reunião ministerial, Lula salientou que os bancos públicos ampliaram a capacidade de investimento em relação a períodos anteriores

Broadcast

Por Broadcast

17/12/2025 | 11h20

Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto

O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, posa com ministros durante reunião ministerial nesta quarta-feira, a última do ano - Ricardo Stuckert / Palácio do Planalto
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, posa com ministros durante reunião ministerial nesta quarta-feira, a última do ano
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São Paulo e Brasília, 17/12/2025 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira, 17, que problemas como a inflação são resolvidos quando há "dinheiro na mão do povo", e que "não tem macroeconomia, não tem câmbio" na solução de tais questões. A declaração foi feita durante a última reunião ministerial do ano.

"Não tem macroeconomia, não tem câmbio: se tiver dinheiro na mão do povo, está resolvido o nosso problema. Está resolvido o problema da industrialização, está resolvido o problema do consumo, está resolvido o problema da agricultura, está resolvido o problema da inflação", disse o petista. "Ou seja, eu acho que o que nós vamos demonstrar, como lição ao povo brasileiro, é que, na hora em que a gente consegue fazer com que o dinheiro circule."

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Ao longo de sua fala, Lula salientou que os bancos públicos ampliaram de forma significativa sua capacidade de investimento em relação a períodos anteriores, passando a atuar de maneira mais abrangente no financiamento de diferentes setores da economia. Ainda assim, ponderou que esse esforço precisa ser intensificado e defendeu a tese de que a ampliação da renda disponível para a população é um dos principais instrumentos para enfrentar os problemas econômicos do País.

"Eu tenho a impressão de que o povo ainda não sabe. Eu tenho a impressão de que nós ainda não conseguimos a narrativa correta para fazer com que o povo saiba fazer uma avaliação das coisas que aconteceram neste País", continuou. "E o ano que vem é o ano em que a gente tem a oportunidade."

Lula também avaliou que o processo eleitoral de 2026 tornará inevitável o posicionamento político de ministros e partidos que integram a base governista. Segundo o presidente, todos terão de se definir quanto ao discurso e às propostas que pretendem defender nas urnas. Nesse contexto, afirmou acreditar que o governo dispõe de uma força política expressiva, sustentada, entre outros fatores, pelo desempenho dos bancos públicos.

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"Nós já anunciamos todas as políticas sociais que a gente tinha que anunciar", destacou. "Pode faltar uma ou outra que não deu tempo de anunciar, mas nós vamos saber como tratar isso no ano que vem."

Nesse sentido, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) destacaram projetos em tramitação no Congresso que devem contribuir positivamente na imagem do governo federal. Eles lembraram da votação da política tributária foi concluída na Câmara dos Deputados e que a matéria segue para análise do Senado, com expectativa de aprovação, e a assinatura na véspera de uma medida provisória (MP) destinada a reduzir os juros, com o objetivo de estimular o crédito e impulsionar a retomada da indústria de caminhões no País.

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