El Niño pode causar segunda onda de inflação de alimentos, diz ONU
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São Paulo - O mercado global de alimentos pode enfrentar uma segunda onda de inflação dentro de seis a nove meses, com redução da oferta e impactos na produção decorrentes de fenômenos climáticos como o El Niño.
O alerta foi feito por David Laborde, especialista da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) durante o evento Brazil Climate Solutions, realizado pelo Itaú Unibanco e o Cubo Itaú nesta terça-feira, 4, em São Paulo.
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O especialista afirmou que a primeira onda inflacionária foi desencadeada pelo encarecimento da energia e dos fertilizantes. No entanto, a combinação de custos altos para o produtor, margens pressionadas e potenciais perdas de produtividade decorrentes do clima tende a impulsionar os preços dos alimentos nos próximos meses.
Segundo Laborde, a conjuntura atual difere do cenário de 2022, quando os preços elevados das commodities compensaram os custos de produção e incentivaram investimentos dos produtores.
Atualmente, cotações mais baixas e juros elevados reduzem a rentabilidade no campo, o que cria condições para uma menor oferta nas próximas safras.
(Por Julia Maciel)
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