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Eleições 2026: 11 governadores deixaram cargo para participar da disputa

Paulo Pinto/Agência Brasil

Governadores que não podem se reeleger devem disputar vagas no Senado - Paulo Pinto/Agência Brasil
Governadores que não podem se reeleger devem disputar vagas no Senado
Por Broadcast

06/04/2026 | 11h03

Brasília - Devido à lei de desincompatibilização, que exige que políticos com cargos no Executivo deixem os postos quando não forem candidatos à reeleição, em até seis meses antes das eleições, 11 dos 27 Estados tiveram trocas de governadores por causa das eleições deste ano.

Destes 11 Estados, dois governadores saíram do Executivo para disputar a Presidência da República. São eles o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) e o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD).

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Já os outros nove são candidatos ao Senado pelos seus Estados. Neste ano, dois terços (54 das 81 cadeiras) serão renovadas na Casa Alta, motivando os governadores que não podem mais se reeleger a se lançarem à disputa.

Na região Norte, deixaram os cargos para concorrer ao Senado o ex-governador de Roraima Antônio Denarium (Republicanos), o ex-governador do Pará Helder Barbalho (MDB), o ex-governador do Acre Gladson Cameli (PP) e o ex-governador do Amazonas Wilson Lima (União).

Helder inclusive chegou a ser cogitado para ser vice na chapa à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), porém, a possibilidade foi descartada na semana passada, quando Lula oficializou que seguirá tendo o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) na composição.

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No Centro-Oeste, além de Caiado, deixaram os cargos o ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) e o ex-governador do Mato Grosso Mauro Mendes (União).

No Sudeste, além de Zema, se desincompatibilizaram o ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro (PL) e o ex-governador do Espírito Santo Renato Casagrande (PSB).

Em julgamento no último dia 25, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tornou Castro inelegível até 2030 por abuso de poder político e econômico, condutas vedadas e captação ilícita de recursos. Mesmo assim, ele deve concorrer ao cargo sob judice, enquanto aguarda recursos que permitam a sua participação na disputa.

Na região Nordeste, o ex-governador da Paraíba João Azêvedo (PSB) foi o único a deixar o posto para concorrer às eleições.

Não houve trocas de governadores no Sul. O governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD), participava da disputa para ser o escolhido do partido para disputar a Presidência, porém acabou preterido por Ronaldo Caiado.

(Por Gabriel de Sousa)

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