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Estudo mostra que 77% dos profissionais querem mudanças nos benefícios

Vitaly Gariev / Unsplash

Bem-estar: 30% dos entrevistados priorizam recursos de saúde mental e programas de assistência ao empregado - Vitaly Gariev / Unsplash
Bem-estar: 30% dos entrevistados priorizam recursos de saúde mental e programas de assistência ao empregado
Por Claudio Marques

06/07/2026 | 18h12

São Paulo - A 7ª edição da Pesquisa de Benefícios da Robert Half aponta para a relevância de incentivos ligados ao bem-estar e à estabilidade financeira nas estratégias de gestão de pessoas. Além disso, o estudo também mostra descompasso entre o que as empresas oferecem e o que os profissionais buscam.

Segundo o levantamento, enquanto 79% afirmam que não podem escolher os benefícios mais adequados às suas necessidades, 77% dos colaboradores acreditam que os pacotes de benefícios atuais precisam ser revisados para acompanhar as transformações do mercado de trabalho. Apenas 21% dos entrevistados afirmam que conseguem escolher incentivos que se adequem às suas necessidades reais. 

Ao mesmo tempo, 63% admitem que negociariam um salário maior, caso determinados benefícios essenciais não fossem ofertados. Em contrapartida, apenas 4% dos consultados apontam o salário como o único fator decisivo na avaliação de uma nova proposta, enquanto 86% dão peso significativo aos benefícios voltados à família.

Quais benefícios os profissionais buscam?

Dados da pesquisa mostram que 30% dos entrevistados priorizam recursos de saúde mental e programas de assistência ao empregado (EAP). Os EAPs são iniciativas oferecidas pelas empresas para apoiar o bem-estar dos colaboradores, como atendimento psicológico, apoio emocional, orientação jurídica e financeira, além de outros serviços de acolhimento e suporte.

Em seguida, destacam-se a licença parental estendida (23%) e medidas de flexibilidade na jornada, como banco de horas e Short Friday (21%).

Durante muito tempo, a atenção esteve concentrada em remuneração e incentivos tradicionais. Hoje, os profissionais também avaliam fatores que impactam sua qualidade de vida, capacidade de administrar a rotina e segurança financeira no longo prazo. Isso amplia a responsabilidade das empresas na construção de propostas de valor mais aderentes às novas expectativas da força de trabalho", afirma Alexandre Attauah, vice-presidente de Parcerias Estratégicas na Robert Half.

Previsibilidade e transformação constante

O estudo também traz luz à previdência privada, apontada por 35% dos respondentes como um benefício de alto valor. A preferência reflete a necessidade de previsibilidade em um mercado volátil. Na visão de Attauah, o trabalhador contemporâneo busca mais do que satisfação imediata; ele busca uma trajetória profissional sustentável.

“Os profissionais não estão mais olhando apenas para demandas imediatas de bem-estar, mas também para mecanismos que ofereçam previsibilidade em um cenário de transformações constantes. Isto é, existe busca crescente por segurança, tanto emocional quanto financeira”, afirma.

Esse movimento ocorre em paralelo a pressões regulatórias, como a atualização da Norma Regulamentadora nº 1 (NR-1), que torna obrigatória a gestão de riscos psicossociais no ambiente corporativo.

O estudo foi conduzido em 2026 pela Robert Half por meio de questionário online, ouvindo 752 brasileiros, entre lideranças corporativas e profissionais empregados .

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