Enfermeiro morto por agente de imigração em protesto portava celular e não arma
Divulgação / Governo de Dakota do Sul
25/01/2026 | 12h32
Minneapolis, 25/01/2026 - Mais uma pessoa foi vítima do Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos (ICE) em Minneapolis, nos Estados Unidos, durante protestO contra a política de imigração do governo de Donald Trump. Alex Pretti, americano de 37 anos, foi morto a tiros por um agente, sob a alegação de que ele se aproximava armado. No entanto, vídeos gravados por testemunhas mostram que Pretti, segurava um telefone na mão.
A secretária do Departamento de Segurança Interna, Kristi Noem, alega que Pretti atacou os policiais, e o comandante da Alfândega e Proteção de Fronteiras, Gregory Bovino, afirmou que a vítima queria causar "o máximo de dano e massacrar as forças da lei".
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Em postagens no Facebook, o chefe de gabinete adjunto do presidente americano, Donald Trump, Stephen Miller, chamou Pretti de "um aspirante a assassino". Em publicação na Truth Social, Trump defendeu o serviço dos agentes da imigração e mencionou que líderes locais "incitam a desordem".
Familiares de Pretti afirmam que ele era um enfermeiro de terapia intensiva em um hospital de veteranos que se preocupava "profundamente" com as pessoas e estava revoltado com a repressão à imigração promovida por Trump em sua cidade. "Tivemos essa conversa com ele há umas duas semanas sobre ele poder protestar, mas sem se envolver, sem fazer nenhuma besteira, basicamente", disse o pai de Alex, Michael Pretti.
A morte de Alex Pretti levou democratas a exigirem que os agentes federais de imigração deixem Minnesota e levou centenas de manifestantes às ruas. Há expectativa de que os democratas do Senado não votem em um pacote para financiar agências federais, caso envolva o projeto de financiamento do DHS.
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