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EUA dizem que eliminaram 16 navios iranianos de implantação de minas

@TheWhiteHouse/Fotos Públicas

Trump ameaçou Irã com consequências militares “de um nível nunca visto antes” - @TheWhiteHouse/Fotos Públicas
Trump ameaçou Irã com consequências militares “de um nível nunca visto antes”
Por Broadcast

10/03/2026 | 20h49

São Paulo - O Comando Central dos Estados Unidos (Centcom, na sigla em inglês) informou que forças do país eliminaram diversos navios do Irã nesta terça-feira, incluindo 16 lança-minas no Estreito de Ormuz, de acordo com publicação do departamento no X.

Mais cedo, o presidente dos EUA, Donald Trump, havia citado a eliminação de 10 embarcações usadas para a implementação de minas marítimas.

As declarações ocorrem após o mandatário ameaçar o Irã com consequências militares “de um nível nunca visto antes”, caso o país persa se recuse a retirar “imediatamente” os artefatos em Ormuz.

Trump também editou uma publicação anterior em seu perfil na Truth Social, acrescentando que as forças militares dos EUA estão usando na região do Estreito de Ormuz a mesma tecnologia de mísseis empregados contra embarcações no mar do Caribe, antes da captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro.

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A inteligência dos Estados Unidos começou a identificar indícios de que o Irã pode estar se preparando para posicionar minas na rota de navegação do Estreito de Ormuz. Segundo as informações, o país estaria utilizando embarcações menores capazes de transportar de duas a três minas cada. Embora o tamanho do arsenal iraniano não seja conhecido publicamente, estimativas ao longo dos anos apontam para algo entre 2 mil e 6 mil minas navais, incluindo modelos de fabricação iraniana, chinesa e russa.

O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), major-general Ali Mohammad Naeini, negou nesta terça-feira que um petroleiro tenha sido escoltado por militares dos Estados Unidos pelo Estreito de Ormuz. Segundo ele, nenhum navio de guerra americano sequer se aproximou da região durante o atual conflito entre Washington e Teerã.

Em mensagem divulgada pela IRGC no Telegram, Naeini afirmou que forças navais dos EUA não tiveram "coragem" de se aproximar do Mar de Omã, do Golfo Pérsico ou do próprio Estreito de Ormuz ao longo da guerra. A declaração contraria afirmação feita - e deletada - mais cedo por uma autoridade do governo americano sobre uma suposta escolta de embarcação petroleira na área.

O episódio ocorre em meio a temores de interrupções no tráfego marítimo na região, por onde passa cerca de um quinto de todo o petróleo comercializado no mundo. O Estreito de Ormuz se tornou um dos principais pontos de atenção para o mercado de energia desde o início das hostilidades entre Estados Unidos e Irã.

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Imprensa

Ao mesmo tempo, o judiciário iraniano emitiu um alerta à mídia local sobre o que e como noticiar os fatos em meio à guerra com Israel e os Estados Unidos. A declaração foi feita pelo porta-voz do judiciário, Asghar Jahangir, conforme noticiado pela agência de notícias estatal IRNA.

Segundo Jahangir, os estabelecimentos locais “que não cumpriram as normas de segurança e tiraram fotos e vídeos de determinados locais unicamente com o objetivo de informar receberam as devidas advertências”. “Se isso acontecer novamente, as medidas legais necessárias serão tomadas”, completou, sem dar mais detalhes. O Irã desligou a internet durante a guerra e pode estar restringindo a divulgação de informações para ocultar os ataques já realizados. 

 (Por Pedro Lima, Darlan de Azevedo e Patrícia Lara)

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