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Vini Jr: Fifa punição por racismo pode deixar Prestianni 2 jogos fora da Copa

Reprodução/Instagram via @realmadrid

Vini Jr afirma que foi chamado de macaco por Prestianni, que nega - Reprodução/Instagram via @realmadrid
Vini Jr afirma que foi chamado de macaco por Prestianni, que nega
Por Estadão Conteúdo

06/05/2026 | 13h52

São Paulo - O Comitê Disciplinar da Fifa estendeu a punição do atacante argentino Gianluca Prestianni para todas as competições, dando ao caso de insulto racista, um âmbito mundial.

O jogador do Benfica foi punido pela Uefa com seis jogos de suspensão "por conduta discriminatória" contra o brasileiro Vini Jr, a quem teria chamado de macaco,  durante o confronto entre o time português e o Real Madrid, em jogo válido pela Champions League.

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Diante da decisão, o atleta não poderá participar dos dois primeiros jogos da seleção argentina, caso seja convocado para disputar Copa do Mundo pelo técnico Lionel Scaloni. As informações são do jornal As, da Espanha.

Pela tabela do Mundial, que será disputado nos Estados Unidos, México e Canadá, a equipe sul-americana faz a sua estreia contra a Argélia, no dia 16 de junho, e cumpre seu segundo compromisso enfrentando a Áustria, no dia 22. Nesse caso, ele só poderá ser utilizado no confronto diante da Jordânia cinco dias depois.

No fim do mês passado, a Uefa aplicou uma suspensão de seis partidas distribuídas da seguinte forma: três jogos de forma efetiva e outras três partidas sujeitas a um período probatório.

Reincidência

Na prática, esses três compromissos só serão cumpridos em caso de reincidência num período de dois anos. O atacante argentino já cumpriu um jogo de suspensão, restando ainda duas partidas.

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O caso, que teve grande repercussão internacional, gerou ainda uma outra mudança. A International Board determinou que atletas que esconderem a boca ao ofenderem adversários deverão ser expulsos.

O jogo em questão, aconteceu no dia 17 de fevereiro, no duelo entre Benfica e Real Madrid, no estádio da Luz, em Lisboa. Vini Jr afirmou que foi chamado de "mono" (macaco em espanhol) pelo jogador argentino. Prestianni negou as acusações e disse ter chamado o brasileiro de "maricón".

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Diante da polêmica, o juiz acionou o protocolo antirracismo e paralisou o confronto, que teve uma interrupção de dez minutos.

Alvo de ofensas vindas das arquibancadas, o jogador revelado pelo Flamengo se manifestou, por meio das redes sociais, e disse mais uma vez ter sido vítima de preconceito.

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