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Brasileiros 50+ transformam Copa 2026 em oportunidade de turismo; veja dicas

Acervo Pessoal/ Márcia Vera Leite

Marcia Vera Leite, de 58 anos, vai embarcar sozinha para curtir a quarta Copa - Acervo Pessoal/ Márcia Vera Leite
Marcia Vera Leite, de 58 anos, vai embarcar sozinha para curtir a quarta Copa
Por Bianca Bibiano

05/05/2026 | 17h49

São Paulo - Com mais de 5 milhões de ingressos vendidos, a Copa do Mundo 2026 é o principal evento deste ano, arrastando turistas de todos os perfis e idades. Dentre elas, pessoas com mais de 50 anos que encontraram no campeonato mundial uma possibilidade de curtir um roteiro rico de atrações, seja nos Estados Unidos, Canadá ou México.

De acordo com Meg Getz, especialista em turismo internacional com mais de 40 anos de experiência no setor, esse movimento de viagem tem se tornado cada vez mais evidente, especialmente entre o público feminino 50+. "É muito comum ouvir delas: 'agora é a minha vez'", afirma.

"Uma coisa comum em todas as histórias de viagens de pessoas 50+, das mulheres especialmente, é que são pessoas que esqueceram um pouco de si para se dar para os outros, seja marido, filhos, netos... Até que chega um momento em que percebem que passaram a vida inteira sonhando em viajar, aproveitar a vida. E daí elas se veem aposentadas, com tempo e criam essa coragem de sair do Brasil", conta.

Nesse sentido, Getz diz que a Copa surge como uma oportunidade única que reúne diferentes rotas de turismo para todos os gostos, expandindo as possibilidades de passeios para além do esporte.

A pessoa que vai para Nova York para ver o primeiro jogo do Brasil, por exemplo, não precisa se limitar apenas ao que Manhattan e Brooklyn têm para oferecer. É possível ver desde campos de lavanda até vinícolas e um templo hindu, o maior do mundo fora da Índia, a menos de duas horas de distância."

O segredo, resume a especialista, é ter em mente o que lhe agrada e sempre ter um roteiro. Acordar de manhã com a previsão do que se vai fazer naquele dia. Não é um roteiro engessado, com o qual não se concorda, mas adequado ao perfil de cada um. 

Nós que passamos dos 50 anos, queremos fazer as coisas com mais calma. A gente não quer mais correria. É mais importante conhecer bem, desfrutar bem, do que ficar passando de um lugar para o outro sem muita direção."

Viagem com mais liberdade 

A empresária Marcia Vera Leite, de 58 anos, ilustra bem esse perfil. Apaixonada por futebol, a moradora de Búzios (RJ) não viaja sozinha desde que o filho nasceu, há 17 anos. Agora, se diz empolgada com a possibilidade de aproveitar o evento esportivo para fazer novas conexões.

"Sozinha você tem essa liberdade, conhece mais gente, está mais aberta para conhecer as pessoas", contou ao VIVA. No trajeto, pretende conhecer as cidades de Punta Cana, Nova York, Filadélfia, Washington, Orlando e Miami, com direito à trajeto de carro nos Estados Unidos, onde vai passar a maior parte do tempo previsto.

Marcia Vera Leite durante jogo da Copa do Mundo - Acervo pessoal
Com três Copas na bagagem, Márcia Vera Leite vai aproveitar campeonato nos EUA e tentar um ingresso para ver um jogo do Brasil - Acervo pessoal

Como ainda não tem ingressos comprados para nenhuma partida, Márcia pretende aproveitar os dias de jogos para curtir as festas em frente aos estádios e buscar novas oportunidades. "Eu já fui em outras três Copas, sempre aparece ingresso. Mas não é só pelo jogo, eu quero ir pela festa, pela vibe. Eu gosto do antes, de ficar ali na porta do estádio, conversando, vendo o movimento."

Para economizar na hospedagem, Márcia não pretende ficar em hoteis e recorreu a um sistema de intercâmbio de casas em uma plataforma online. "Eu não vou pagar nenhuma das minhas estadias. Vou ficar na casa de pessoas e elas ficam na minha, em Búzios [RJ]. Isso ajudou muito, porque os preços estão absurdos na Copa."

A flexibilidade também aparece no trajeto nos EUA, que será feito de carro, permitindo mudar de ideia caso tenha uma boa oportunidade. Contudo, apesar dessa abertura, ela diz que preza pela qualidade das experiências, fator que viu se aprimorar com os anos.

Para essa viagem, pretende alternar as festas nos estádios com atividades culturais, especialmente em Nova York, onde já esteve antes.

A gente vai ficando mais velha e quer mais conhecimento, mais experiência. Não é só consumir."

Entre o planejamento e a descoberta

Andrea Casagrande, 52 anos, e marido em viagem a Itália - Acervo pessoal
Andrea Casagrande diz que estava acostumada a planejar suas viagens e agora curte a ideia de ter tudo organizado - Acervo pessoal

Se Márcia representa o perfil mais espontâneo, a bancária Andrea Casagrande Alves, de 52 anos, vive uma situação oposta. Como prêmio da empresa onde atua, ela ganhou uma viagem para a Copa 2026 com tudo pago e com os roteiros previamente elaborados. 

Acostumada a organizar as viagens em família com o marido e o filho adolescente, Andréa diz que receber tudo planejado não diminui suas expectativas pela vivência, e encara o bônus corporativo como uma oportunidade de realizar um sonho antigo de conhecer os EUA com mais tranquilidade.

"Sabe aquela viagem de filho, que não leva nada e só fica esperando o pai e a mãe pagar tudo e pronto? Eu estou indo como filha agora [risos]. A gente só faz a mala e vai. Uma semana antes mais ou menos, a gente descobre qual é o roteiro que eles passam até para que você prepare os trajes. Mas efetivamente hoje, se você me perguntar o que que vou fazer em Nova York, eu só sei que eu vou assistir o jogo do Brasil", completa.

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