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Fiscais do Ibama são vítimas de emboscada no AM e se escondem na floresta

Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

A área, segundo o Ibama, é frequentemente afetada por invasões, desmatamento e retirada ilegal de recursos - Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
A área, segundo o Ibama, é frequentemente afetada por invasões, desmatamento e retirada ilegal de recursos
Por Estadão Conteúdo

15/03/2026 | 18h44

São Paulo - Uma equipe de fiscalização do Ibama foi alvo de uma emboscada durante ação de combate à exploração ilegal de madeira no município de Manicoré, no sul do Amazonas, neste final de semana.

Cinco agentes do instituto realizavam atividades de fiscalização contra a extração ilegal de madeira na Terra Indígena Tenharim-Marmelos quando foram abordados por um grupo criminoso com cerca de 30 pessoas que atiraram contra a equipe. A área, segundo o Ibama, é frequentemente afetada por invasões, desmatamento e retirada ilegal de recursos.

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O ataque armado obrigou os fiscais do instituto a buscarem abrigo na floresta. O veículo utilizado pela equipe foi incendiado pelos agressores, mas os profissionais não foram feridos.

A Polícia Federal, acionada para investigar o caso e registrar ocorrência, afirma que alguns dos envolvidos já foram identificados e as investigações estão em andamento para responsabilizar os autores criminalmente.

Exploração ilegal de madeira

A fiscalização do Ibama tem informações de que parte da madeira extraída ilegalmente da Terra Indígena Tenharim Marmelos é escoada e vendida na região da Vila Santo Antônio do Matupi, na rodovia Transamazônica.

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Mais de 60% da exploração de madeira apresenta indícios de ilegalidade, segundo o órgão. E este é um dos principais vetores de degradação da Amazônia.

“A madeira extraída, principalmente em unidades de conservação e terras indígenas, é ‘esquentada’ por meio de planos de manejo florestal fraudados”, diz comunicado enviado pela instituição.

“O Instituto reafirma que ataques a agentes públicos no exercício de suas funções são inaceitáveis e serão rigorosamente apurados pelas autoridades competentes”, complementa. “O Ibama seguirá atuando para coibir a exploração ilegal de recursos naturais, em articulação com os órgãos de segurança pública.”

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