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Irã diz que gabinete de Netanyahu foi alvo de ataque surpresa com mísseis

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Destino de Netanyahu não foi revelado
Por Broadcast

02/03/2026 | 10h15

São Paulo, 02/03/2026 - A Guarda Revolucionária do Irã (IRGC, na sigla em inglês), força paramilitar ligada ao regime iraniano, afirmou que o gabinete do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, foi alvo de um "ataque direcionado e surpresa" com mísseis Kheibar, na 10ª onda de ofensivas contra o país.

Segundo comunicado atribuído ao braço aéreo da corporação, "o gabinete do primeiro-ministro criminoso do regime sionista [Israel] e o local de instalação do comandante da Força Aérea do Exército desse regime foram alvo, em ataques direcionados e surpresa".

Leia também: Guerra no Oriente Médio avança; Irã descarta diálogo com os EUA

A nota acrescenta que o destino de Netanyahu "permanece envolto em ambiguidades", sem detalhar eventuais danos, vítimas ou a extensão dos supostos impactos. O gabinete do premiê israelense ainda não se manifestou sobre as alegações.

Ainda de acordo com a Guarda Revolucionária, "os ataques bem-sucedidos de mísseis do Irã contra os territórios ocupados concentraram-se no complexo governamental do regime sionista".

O comunicado também afirma que as unidades de defesa aérea iranianas conseguiram abater três caças dos Estados Unidos. Pouco antes, porém, a Central de Comando dos EUA informou que o Kuwait derrubou, por engano, três aeronaves militares americanas. Não há confirmação se os episódios mencionados se referem aos mesmos aviões.

A IRGC acrescentou que os resultados das operações ofensivas e defensivas serão anunciados posteriormente.

Países do Golfo

Chanceleres de seis países do Golfo pediram ao Irã que interrompa imediatamente os ataques aos seus territórios, dizendo que as agressões violam sua soberania e ameaçam minar a segurança e a estabilidade regional.

Os ministros das Relações Exteriores do Catar, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Kuwait, Omã e Bahrein, países que formam o bloco regional Conselho de Cooperação do Golfo (GCC, na sigla em inglês) tiveram uma reunião virtual de emergência neste domingo, 1º, após os ataques dos Estados Unidos e Israel ao Irã.

Em retaliação aos ataques dos EUA e Israel, a nação persa passou a lançar mísseis contra bases americanas e instalações civis nestas nações, incluindo aeroportos, hotéis e até áreas residenciais. Os ministros condenaram os ataques que visaram seus territórios e também a Jordânia.

Os chanceleres disseram que seus países mantêm "seu direito legal de resposta e o direito à autodefesa", de acordo com as leis internacionais. 

(Por Pedro Lima)

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