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Ministro Nunes Marques proíbe distribuição do jornal 'Petróleo dos Brasileiros'

O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 10 mil para o sindicato, além de outras medidas judiciais

Broadcast

Por Broadcast

12/10/2026 | 11h33

Gustavo Moreno/STF

O pedido de censura foi iniciativa do candidato do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, que pediu tutela de urgência - Gustavo Moreno/STF
O pedido de censura foi iniciativa do candidato do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, que pediu tutela de urgência
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O ministro do TSE, Kassio Nunes Marques, proibiu a distribuição do jornal 'Petróleo dos Brasileiros', produzido pelo Sindipetro Unificado, após um pedido de censura do candidato Flávio Bolsonaro, o que pode resultar em multa diária de R$ 10 mil ao sindicato.

A edição em questão discute propostas políticas para a Petrobras e critica ações da gestão de Jair Bolsonaro, levantando preocupações sobre a liberdade de expressão e o direito à informação em um ano eleitoral.

O Sindipetro Unificado considera a decisão um cerceamento do debate público e destaca que a publicação é essencial para informar os trabalhadores sobre os rumos da estatal e suas implicações sociais e econômicas.

Resumo gerado por IA

Rio - O ministro do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, proibiu na sexta-feira, 9, a distribuição do jornal "Petróleo dos Brasileiros", produzido pelo Sindipetro Unificado, de São Paulo, e apoiado pela Federação Única dos Petroleiros (Fup), informou a federação que reúne os petroleiros de todo o País.

O pedido de censura foi iniciativa do candidato do Partido Liberal (PL), Flávio Bolsonaro, que pediu tutela de urgência, disse a Fup. O descumprimento pode resultar em multa diária de R$ 10 mil para o sindicato, além de outras medidas judiciais. Nunes Marques ordenou a interrupção da distribuição dos exemplares impressos, a retirada do arquivo do site e o encerramento da divulgação nos canais digitais, informou a entidade sindical.

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"A medida representa um grave ataque à liberdade de expressão e ao direito de informar a população. É dever dos sindicatos fornecer informações fidedignas a seus filiados, a fim de que possam conhecer projetos, comparar propostas e decidir pelo melhor para o país e para os brasileiros", destacou em nota a coordenadora-geral da Fup, Cibele Vieira.

O alvo da decisão do TSE foi a edição especial de setembro do jornal sindical, intitulada "Eleição 2026: o que cada projeto defende para o Brasil?".

"A edição cumpre o seu papel de apresentar aos brasileiros o que cada projeto político defende para o futuro da Petrobras. Mas, em vez de discutir publicamente as propostas para uma das empresas mais estratégicas do País, o sindicato agora precisa cumprir determinações judiciais que impedem a circulação desse conteúdo", ressaltou Cibele.

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O jornal, segundo a Fup, divulgava as medidas adotadas durante a gestão do pai do candidato, Jair Bolsonaro (2019-2022), também do PL, contra a Petrobras e os trabalhadores. "Fatos já amplamente noticiados na ocasião", destacou a entidade sindical.

"O episódio levanta um alerta sobre os limites impostos ao debate público em um ano eleitoral. Para o Sindipetro Unificado, impedir a circulação de uma publicação dedicada a discutir os rumos da Petrobras representa cerceamento da liberdade de expressão e do direito à informação", disse o sindicato em seu site.

Durante a gestão de Bolsonaro na Petrobras, três refinarias foram privatizadas, além da Clara Camarão, no Rio Grande do Norte, vendida junto com campos maduros do estado. Também foram vendidas as transportadoras de gás natural TAG e NTS, além da BR Distribuidora, que retirou a estatal do setor de distribuição de combustíveis, entre outros ativos alienados.

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(Por Denise Luna)

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