Guinness: onça-pintada de zoo brasileiro é a mais velha do mundo em cativeiro
A expectativa de vida de uma onça-pintada é de 10 a 15 anos; por isso, a longevidade de Guardião, de 25 anos, pode ser considerada uma façanha
Por Estadão Conteúdo
01/10/2026 | 19h02Reprodução / Acervo Zoo CIGS
A onça-pintada Guardião, com 25 anos e 90 dias, foi reconhecida como a mais velha do mundo em cativeiro pelo Guinness World Records, vivendo no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva em Manaus, onde sua longevidade é considerada uma façanha para a espécie.
A expectativa de vida normal de uma onça-pintada é de 10 a 15 anos, e Guardião recebeu cuidados individualizados de uma equipe multidisciplinar, incluindo veterinários e biólogos, que adaptaram sua alimentação e manejo às suas necessidades como animal idoso.
O Exército Brasileiro destaca a conquista de Guardião como um símbolo da fauna amazônica e reafirma seu compromisso com a preservação ambiental e a proteção da biodiversidade na região.
São Paulo - Ao atingir os 25 anos e 90 dias de idade em 9 de junho deste ano, a onça-pintada Guardião, tornou-se a onça-pintada mais velha do mundo em cativeiro, de acordo com o Guinness World Records, autoridade global que cataloga e verifica recordes mundiais. Ela vive no zoológico do Centro de Instrução de Guerra na Selva (CIGS), em Manaus.
Segundo o Exército Brasileiro, responsável pelo CIGS, a longevidade de Guardião é considerada uma façanha para a espécie, uma vez que a expectativa de vida normal de uma onça-pintada é de cerca de 10 a 15 anos. O macho de onça-pintada nasceu em março de 2001 no município de Tabatinga (AM). O felino só chegou ao zoológico do CIGS em 7 de agosto de 2007, onde permanece sob os cuidados da equipe técnica da instituição desde então.
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Para o CIGS, a longevidade do Guardião está associada a uma rotina de manejo e cuidados individualizados que considera as características de um animal idoso. De acordo com a primeiro-tenente Eliane Carvalho, bióloga do CIGS, a manutenção da saúde e do bem-estar do felino envolve uma equipe multidisciplinar, composta por profissionais veterinários, bióloga e tratadores responsáveis pelo manejo, alimentação, cuidados, enriquecimento ambiental e acompanhamento diário do animal.
Por conta do desgaste natural da dentição do animal, a alimentação do Guardião é cuidadosamente planejada e adaptada às suas necessidades. Segundo o CIGS, o animal recebe suplementação voltada à proteção das articulações, e o acompanhamento veterinário é realizado de forma periódica.
Devido à idade avançada, a equipe procura minimizar procedimentos que possam representar riscos desnecessários e realiza parte das avaliações sem a necessidade de contenção química. "Mesmo aos 25 anos, Guardião é saudável e mantém comportamentos característicos da espécie, como caminhar pelo recinto, nadar e utilizar estruturas elevadas", informa a instituição.
Para o Exército brasileiro, a conquista transforma Guardião em um importante símbolo do zoológico do CIGS e da fauna amazônica, além de "evidenciar o compromisso do Exército Brasileiro com a preservação ambiental, com a proteção da biodiversidade e com a valorização do patrimônio natural da Amazônia", disse em nota.
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