Parques estaduais terão segurança reforçada pelo programa Muralha Paulista
Reprodução/Prefeitura de SP
São Paulo - Os parques estaduais urbanos administrados pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil) passarão a integrar o programa Muralha Paulista, com o fortalecimento das ações de segurança por meio da integração de sistemas de monitoramento, compartilhamento de informações e uso de tecnologias inteligentes.
O Parque Bruno Covas será a primeira unidade contemplada. Nesta quarta-feira, 10, o governo do Estado de São Paulo e a Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) assinaram um convênio para reforçar a segurança e recuperar as margens do Rio Pinheiros nos próximos meses.
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Com investimento de R$ 24 milhões compartilhado entre o ente público e o privado, o projeto prevê a instalação de 22 câmeras inteligentes distribuídas em 19 pontos do Parque Bruno Covas, além da instalação de cabines de monitoramento, postes, sinalização, gradis, pavimentação e plantio de árvores.
A ser implementada em um prazo de 150 dias, até o início de novembro, a primeira fase abrange um trecho de cerca de 12 quilômetros, principalmente na margem esquerda, que abriga o parque. O convênio prevê a continuidade das ações para uma segunda fase e conclusão até março de 2027.
"O foco é aumentar a segurança daquela área, no sentido amplo: ter iluminação para permitir que as pessoas possam correr, andar de bicicleta à noite, sistema de câmeras inteligente, mas também divisórias entre a ciclovia e a Marginal, a ciclovia e o próprio rio", disse o diretor-presidente da Emae, Rafael Strauch, ao Estadão.
Roubos
Ciclistas e frequentadores do Parque Linear Bruno Covas, na zona sul da capital paulista, convivem com insegurança e casos de roubos - as reivindicações por mais estrutura, guaritas e câmeras vêm desde que o parque foi aberto, em 2021.
Segundo Strauch, a ideia é ampliar o convênio futuramente para os 24 km de extensão das margens do rio, que têm hoje trechos concedidos a diferentes empresas, mas essa etapa deve ser construída posteriormente.
Gerida pela Sabesp, a Emae venceu em maio a disputa pela permissão de uso de parte do Parque Linear Bruno Covas. A companhia, que assume oficialmente a operação da área no fim de junho, passa a ser responsável por tarefas ligadas à manutenção, zeladoria e segurança do local, podendo ainda explorá-lo comercialmente por quatro anos.
Monitoramento móvel
No convênio, a administração estadual ficará responsável principalmente pela implantação de guarda-corpo entre a ciclovia e a pista e pela operação do sistema de câmeras inteligentes, integradas ao Programa Muralha Paulista. A implantação das câmeras tem conclusão prevista para 60 dias após a assinatura do contrato.
Com tecnologia de monitoramento móvel e recursos avançados de análise de imagens, os equipamentos permitirão o compartilhamento de imagens, alertas e informações de interesse da segurança pública, acompanhando fluxos de circulação e o monitoramento dinâmico de áreas consideradas mais sensíveis.
Além do Parque Linear Bruno Covas, os demais parques estaduais urbanos passarão a integrar o programa, segundo anunciado pela Secretaria de Meio Ambiente, Infraestrutura e Logística (Semil).
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