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STF autoriza investigação sobre Lulinha e negócios no Ministério da Saúde

Agência Estado

Supremo Tribunal Federal  autoriza  a abertura de inquérito para investigar  Lulinha. - Agência Estado
Supremo Tribunal Federal autoriza a abertura de inquérito para investigar Lulinha.
Por Marcel Naves

30/07/2026 | 20h29

São Paulo - O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça, atendeu a um pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou a abertura de inquérito contra Fabio Luis Lula da Silva, o "Lulinha", filho do presidente Lula.

A investigação apura se Lulinha praticou tráfico de influência e corrupção para favorecer o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes, o "Careca do INSS", em contratos com o Ministério da Saúde. O próprio Mendonça será o relator do caso.

Antunes, figura central em desvios do INSS segundo a Operação Sem Desconto, tentou sem sucesso emplacar contratos milionários de canabidiol no Ministério da Saúde em 2024 e 2025, utilizando sua empresa World Cannabis. A PF suspeita de negócios conjuntos entre Lulinha e o lobista nessa área.

A suspeita é de que Lulinha teria facilitado a recepção de Antunes na pasta, que ocorreu no início de 2025, com o então secretário-executivo Swedenberger Barbosa, o Berger. A defesa de Lulinha, representada por Marco Aurélio de Carvalho, argumentou que a PF, após não encontrar ligação do filho do presidente com as fraudes no INSS, buscou outro alvo.

Berger, atual chefe do Gabinete Adjunto de Gestão Interna da Presidência da República, afirma que a reunião com o lobista seguiu os trâmites normais, sem qualquer "orientação" superior, e que o encontro não gerou contratos, afastando a hipótese de influência política.

A ligação entre Lulinha e o lobista se daria também por meio da empresária Roberta Luchsinger, contratada por Antunes para prospectar negócios. A defesa de Luchsinger nega repasses a Lulinha.

Há ainda a confirmação, por parte da defesa do investigado, de uma viagem conjunta a Portugal em novembro de 2024 para visitar uma fábrica de canabidiol. Segundo o advogado, foi um convite aceito por "curiosidade", sem resultar em negócios.

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