Presidente do Irã diz estar pronto para acordo 'justo' com EUA
Foto: Reprodução redes sociais
São Paulo - O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, afirmou que o país está preparado para alcançar um acordo "equilibrado e justo" com os Estados Unidos, mas voltou a atribuir o impasse nas negociações ao que chamou de "unilateralismo e padrões duplos" de Washington.
Em conversa telefônica com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, Pezeshkian discutiu os desdobramentos recentes do conflito, incluindo o cessar-fogo em vigor e as negociações entre Teerã e Washington realizadas em Islamabad, no Paquistão. Segundo o iraniano, o principal obstáculo a um entendimento é a postura americana nas tratativas.
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O presidente afirmou que o Irã busca um acordo que garanta "paz e segurança duradouras" na região e indicou que um entendimento é possível caso os EUA respeitem os marcos legais internacionais.
Se os Estados Unidos se comprometerem com as normas do direito internacional, chegar a um acordo não está fora de alcance, disse.
As declarações ocorrem após o fracasso da rodada mais recente de negociações, encerrada sem consenso sobre o programa nuclear iraniano, principal ponto de divergência entre as partes.
Durante a ligação, segundo o comunicado iraniano, Putin reforçou a necessidade de respeito à soberania e à integridade territorial do Irã. O líder russo também manifestou apoio às demandas de Teerã por compensações após ataques recentes e por garantias de segurança de longo prazo. Putin destacou ainda a importância de ampliar a cooperação bilateral e manter a coordenação entre Rússia e Irã em fóruns internacionais, em meio ao agravamento das tensões no Oriente Médio.
Trump diz que Otan quer ajudar em Ormuz
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista à Fox News que a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) sinalizou disposição para ajudar nas operações no Estreito de Ormuz, embora tenha dito estar "muito desapontado" com a aliança e ainda incerto sobre o apoio.
As declarações ocorrem após o fracasso das negociações entre EUA e Irã em Islamabad, mediadas pelo Paquistão. Apesar disso, Trump afirmou que as conversas foram "muito amistosas no final", mas reiterou que o impasse persiste por causa do programa nuclear iraniano. "O Irã não pode ter uma arma nuclear. Eles querem seguir enriquecendo urânio", disse.
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Segundo o republicano, a pressão recente de Washington foi determinante para levar Teerã à mesa de negociações. Ele citou uma publicação feita na semana passada em que ameaçava "exterminar" a civilização iraniana e afirmou que isso contribuiu para destravar o diálogo. Ainda assim, disse acreditar que os iranianos continuarão negociando.
Eles não deixaram a mesa e prevejo que voltarão e nos darão tudo o que queremos, afirmou.
Trump declarou ainda que os EUA vão bloquear o Estreito de Ormuz, mas reconheceu que a operação "vai levar um tempo", indicando, porém, que "não vai demorar muito para limparmos Ormuz". Segundo ele, outros países também devem participar do esforço, acrescentando que aliados do Golfo "já começaram a nos ajudar" na questão. O presidente destacou ainda que Reino Unido e outras nações estão enviando navios varredores de minas.
O presidente acrescentou que embarcações americanas já transitaram pela região sem incidentes. "Ninguém fez nada com os dois navios dos EUA que passaram pelo Estreito no sábado", disse.
(Por Pedro Lima)
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