Trump diz que Marinha dos EUA vai bloquear navegação no Estreito de Ormuz
Reprodução Instagram
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que a Marinha americana iniciará imediatamente o processo de bloqueio a navios que tentem entrar ou sair do Estreito de Ormuz e ameaçou interceptar embarcações que paguem "pedágio" ao Irã, após o fracasso das negociações nucleares com Teerã.
Em publicações na Truth Social, Trump classificou a situação como "EXTORSÃO GLOBAL" e disse que "ninguém que pague um pedágio ilegal terá passagem segura em alto-mar".
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Segundo o republicano, a medida ocorre após o Irã não garantir a segurança da via marítima e sugerir a presença de minas na região. "Pode haver uma mina em algum lugar por aí", escreveu, acrescentando que, mesmo com a alegada destruição de parte da capacidade naval iraniana, o risco seria suficiente para afastar armadores.
Trump afirmou que os EUA também começarão a destruir explosivos no Estreito e reiterou ameaças militares. "Qualquer iraniano que atire contra nós ou contra embarcações pacíficas será DESTRUÍDO."
O presidente disse ainda que o bloqueio deve contar com a participação de outros países e acusou Teerã de tentar lucrar com a situação. "O Irã não terá permissão para lucrar com esse ato ilegal de extorsão", afirmou. Ele também declarou que as forças americanas estão "PRONTAS PARA AGIR no momento apropriado" e poderão acabar com "o pouco que resta" do país.
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Trump voltou a afirmar que o Irã nunca terá uma arma nuclear e acusou o Irã de descumprir a promessa de manter aberto o Estreito de Ormuz, dizendo que isso causou "ansiedade, desorganização e prejuízos" globais. "Como prometeram, é melhor que comecem o processo de reabrir essa via marítima internacional - e rápido", afirmou.
As declarações vêm após uma rodada de negociações em Islamabad, mediadas pelo Paquistão, que terminou sem acordo. Segundo o presidente, apesar de avanços em diversos pontos, o impasse central foi o programa nuclear iraniano.
"Há apenas uma coisa que importa: o Irã não está disposto a abrir mão de suas ambições nucleares", afirmou. Ele citou que seus representantes mantiveram conversas "cordiais e respeitosas" com autoridades iranianas, como o presidente parlamentar Mohammad Bagher Ghalibaf e o chanceler Abbas Araghchi, mas disse que Teerã foi "inflexível" no tema.
(Por Pedro Lima)
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