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STF decide que créditos da 'tese do século' devem retornar para consumidores

Tribunal decide que os créditos tributários decorrentes da 'tese do século' são de titularidade dos consumidores de energia e não das distribuidoras

Broadcast

Por Broadcast

14/08/2025 | 16h43

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Dos R$ 62 bilhões envolvidos, R$ 43 bilhões já foram devolvidos aos consumidores por meio das tarifas, de acordo com a Aneel - Adobe Stock
Dos R$ 62 bilhões envolvidos, R$ 43 bilhões já foram devolvidos aos consumidores por meio das tarifas, de acordo com a Aneel
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Brasília, 14/08/2025 - O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu que os créditos tributários decorrentes da "tese do século" são de titularidade dos consumidores de energia e não das distribuidoras. Dessa forma, os créditos devem ser repassados via desconto na conta de luz. Os ministros ainda fixaram prazo de 10 anos para a prescrição ao direito dos consumidores à restituição do tributo. O prazo começa a contar a partir da data da efetiva devolução dos créditos às distribuidoras ou da homologação definitiva da compensação.

A discussão é um desdobramento da decisão do Supremo que excluiu o ICMS da base do PIS/Cofins em 2017. Na ocasião, a Corte decidiu que os valores pagos a mais deveriam ser devolvidos pelo Fisco às empresas que ajuizaram ações na Justiça questionando a cobrança.

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O tema foi julgado por meio de ação da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica (Abradee), que contestou lei de 2022 que confere à Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) a atribuição de promover a destinação integral dos créditos em benefícios aos consumidores, por meio de redução da tarifa.

No setor elétrico, o valor total de créditos tributários decorrentes da tese do século é de R$ 62 bilhões, e cerca de R$ 43 bilhões já foram devolvidos aos consumidores por meio da tarifa, segundo a Aneel.

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