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Suspeito de atentado contra tenente da Rota é morto em operação policial

Reprodução/Instagram @r_pimentels

Foram apreendidos 2,6 quilos de maconha e porções de crack com os suspeitos - Reprodução/Instagram @r_pimentels
Foram apreendidos 2,6 quilos de maconha e porções de crack com os suspeitos
Por Estadão Conteúdo

10/07/2026 | 08h00

São Paulo - Dois homens morreram na manhã desta quinta-feira, 9, durante ação da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar) em Heliópolis, na zona sul de São Paulo.

Segundo a Secretaria da Segurança Pública (SSP), um deles era suspeito de participação no atentado contra o primeiro-tenente Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no fim de junho em São Caetano do Sul, na região metropolitana.

De acordo com a pasta, equipes do 1º Batalhão de Polícia de Choque realizavam patrulhamento na região quando tentaram abordar os dois suspeitos. Ainda segundo a SSP, houve reação e os policiais efetuaram disparos. Os dois homens foram baleados, socorridos a um pronto-socorro, mas não resistiram aos ferimentos.

A SSP informou que, com os suspeitos, foram apreendidos 2,6 quilos de maconha e porções de crack. Um dos homens, de 37 anos, era procurado pela Justiça pelos crimes de roubo, furto, corrupção de menores e tráfico de drogas. Segundo a pasta, ele também era investigado por participação na tentativa de homicídio contra o policial militar.

As armas utilizadas pelos policiais e pelos suspeitos foram apreendidas para perícia. O caso foi registrado no 26º Distrito Policial como morte decorrente de intervenção policial, localização e apreensão de objeto e tráfico de drogas. O Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) foi comunicado, segundo a SSP.

Entenda o caso

Ronickson Pimentel dos Santos foi baleado em 27 de junho, na Avenida Goiás, em São Caetano do Sul. Imagens de câmeras de segurança mostram o tenente parado com a motocicleta no semáforo quando dois homens, também em uma moto, se aproximam. Instantes depois, ele é atingido pelos disparos e cai no chão.

Irmão de Eloá Pimentel, assassinada em 2008 no caso que ficou conhecido como o sequestro mais longo da história de São Paulo, Ronickson foi socorrido por equipes de resgate e levado de helicóptero ao Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.

Nesta quinta-feira, ele passou por traqueostomia e segue internado em estado grave, mas estável, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), segundo a Polícia Militar.

A investigação sobre o atentado continua. Antes da ocorrência desta quinta-feira, três homens já haviam sido presos por suspeita de participação no crime.

Outro investigado, Hércules da Costa Siqueira, segue foragido e foi incluído na lista de difusão vermelha da Interpol. A polícia promete recompensa de R$ 50 mil por informações que levem à sua prisão.

Na semana passada, outro homem apontado pela PM como participante do atentado também morreu durante uma ação da Rota, em Guaianases, na zona leste. Segundo a corporação, ele reagiu à abordagem e atirou contra os policiais, que revidaram. O suspeito foi socorrido, mas morreu. O caso foi registrado no 68º Distrito Policial (Lageado).

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