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Tarifa de 50% é insustentável do ponto de vista econômico e político, diz Haddad

"Eu acredito que essa decisão é uma decisão eminentemente política porque ela não parte de nenhuma racionalidade econômica", diz o ministro da Fazenda

Broadcast

Por Broadcast

10/07/2025 | 10h44

Renato Araújo/Câmara dos Deputados

O ministro Fernando Haddad considera a decisão de Trump de aumentar a tarifa para o Brasil eminentemente política - Renato Araújo/Câmara dos Deputados
O ministro Fernando Haddad considera a decisão de Trump de aumentar a tarifa para o Brasil eminentemente política
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São Paulo e Brasília, 10/07/2025 - O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que a tarifa de 50% anunciada ontem pelo governo americano contra produtos brasileiros é uma decisão eminentemente política e sem fundamento econômico. Para Haddad, a medida é insustentável tanto do ponto de vista econômico quanto do político, de modo que não deve ser mantida.

"Eu acredito que essa decisão é uma decisão eminentemente política porque ela não parte de nenhuma racionalidade econômica", comentou o ministro, lembrando que a balança de comércio e serviços bilateral é superavitária do lado americano.

O déficit do Brasil nas trocas de bens e serviços com os Estados Unidos, salientou, somou US$ 400 bilhões nos últimos 15 anos. "Então não há racionalidade econômica na medida que foi tomada", reforçou Haddad.

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As declarações foram dadas em entrevista coletiva com jornalistas de cinco veículos: Brasil 247, Carta Capital, Diário do Centro do Mundo, Fórum e TVT News. Segundo Haddad, o próprio secretário do Tesouro, Scott Bessent, já havia reconhecido, em reunião, que havia espaço para negociar até mesmo a tarifa de 10%, inicialmente anunciada no tarifaço de Trump, dada a posição deficitária do Brasil. "Ele próprio [Bessent] reconheceu que com 10% havia espaço para negociar."

Ao dizer que não acredita na manutenção da tarifa de 50%, Haddad salientou que a diplomacia brasileira é reconhecida no mundo inteiro como uma das mais profissionais. "O nosso Itamaraty sabe negociar, sabe sentar a mesa", assinalou o ministro da Fazenda.

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