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Teerã promete 'resposta implacável' à eventual ocupação de ilha iraniana

Reprodução/Site geneva.mfa.ir

Embaixador do Irã, Ali Bahreini, disse na ONU que Israel é a principal fonte de instabilidade - Reprodução/Site geneva.mfa.ir
Embaixador do Irã, Ali Bahreini, disse na ONU que Israel é a principal fonte de instabilidade
Por Broadcast

25/03/2026 | 19h18

São Paulo - O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que Teerã monitora movimentos de adversários que, segundo ele, estariam se preparando para ocupar uma ilha iraniana com apoio de um país da região. Em publicação no X, o líder advertiu para uma resposta militar ampla em caso de avanço.

"Com base em alguns relatórios de inteligência, os inimigos do Irã estão se preparando para ocupar uma das ilhas iranianas com o apoio de um país da região", escreveu. Segundo Ghalibaf, "nossas forças monitoram todos os movimentos do inimigo" e, se houver qualquer tomada de iniciativa, "toda a infraestrutura vital desse país regional será alvo de ataques contínuos e implacáveis".

A declaração ocorre após semanas de confrontos envolvendo o Irã e ações militares atribuídas a Estados Unidos e Israel.

Ghalibaf, ex-comandante da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) e atual presidente do Parlamento, é considerado uma figura influente dentro do sistema político iraniano. Ele também já negou relatos de que poderia atuar como interlocutor em eventuais negociações com Washington.

Leia também: Israel e Irã voltam a trocar fogo no 26º dia da guerra no Oriente Médio

'Fonte de instabilidade'

O enviado do Irã à conferência das Nações Unidas (ONU), em Genebra, Ali Bahreini, afirmou também nesta quarta-feira, 25, que Israel é a principal fonte de instabilidade no Oriente Médio, alertando que suas ações ameaçam a segurança regional e global, e que a responsabilidade se estende a "todos que apoiam ou permitem tais ataques".

Bahreini enfatizou que os ataques à infraestrutura civil empurram a região para o caos e reafirmou o direito do Irã de responder e defender sua soberania

Também na conferência, o ministro do Petróleo iraniano, Mohsen Paknejad, instou o secretário-geral da ONU a condenar os ataques a instalações de óleo e gás, alertando para graves riscos humanitários e ambientais e para ameaças à segurança energética.

Cronograna

A Casa Branca, por seu lado, voltou a afirmar que os Estados Unidos estão próximos de alcançar seus objetivos na operação militar contra o Irã, enquanto mantém canais de diálogo abertos com Teerã. Segundo a secretária de imprensa, Karoline Leavitt, as forças americanas estão "adiantadas em relação ao cronograma", com redução recente dos ataques iranianos com mísseis balísticos e drones.

Em coletiva de imprensa, Leavitt disse que o governo iraniano "quer conversar" e que o presidente Donald Trump está disposto a ouvir, destacando que negociações que ocorreram nos últimos três dias têm sido "produtivas". Ainda assim, ressaltou que "nenhuma negociação de paz deve ser considerada oficial neste momento" e negou que Teerã tenha rejeitado formalmente propostas recentes.

A porta-voz alertou que, caso o Irã "não aceite a realidade de que foi derrotado", Trump poderá retaliar "com mais força", acrescentando que o país persa "não deve errar novamente em seus cálculos". Ela voltou a pontuar um horizonte de quatro a seis semanas para a operação.

Questionada sobre a passagem de navios pelo Estreito de Ormuz, disse que ainda não há clareza sobre quando ocorrerá a normalização.

Reprovação

De acordo com uma nova pesquisa da Associated Press-NORC Center for Public Affairs Research (AP-NORC), a maioria dos americanos acredita que a recente ação militar dos EUA contra o Irã foi longe demais, e muitos estão preocupados com o custo da gasolina.

A pesquisa indica que cerca de 59% dos americanos consideram excessiva a ação militar dos EUA no Irã, e que 45% estão "extremamente" ou "muito" preocupados com a capacidade de pagar pela gasolina nos próximos meses, um aumento em relação aos 30% em uma pesquisa AP-NORC realizada logo após Trump vencer a reeleição com promessas de que melhoraria a economia e reduziria o custo de vida.

Há um apoio significativo para pelo menos um dos objetivos do presidente, que é impedir que o Irã obtenha uma arma nuclear. Cerca de dois terços dos americanos dizem que isso deve ser um objetivo "extremamente" ou "muito" importante para o país. No entanto, eles são igualmente propensos a dizer que é importante evitar que os preços de petróleo e gás dos EUA aumentem - uma justaposição que pode ser difícil para a Casa Branca gerenciar.

A pesquisa AP-NORC ouviu 1.150 adultos entre 19 a 23 de março usando uma amostra retirada do AmeriSpeak Panel, baseado em probabilidade da NORC, que é projetado para ser representativo da população dos EUA. A margem de erro é de 4 pontos porcentuais para mais ou para menos.

(Por Pedro Lima e Thais Porsch)

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