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Telescópio espacial vai cair na Terra? Entenda a missão de urgência da NASA

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Telescópio espacial Swift perdeu altitude e corre o risco de reentrar na atmosfera da Terra nos próximos meses - Adobe Stock
Telescópio espacial Swift perdeu altitude e corre o risco de reentrar na atmosfera da Terra nos próximos meses
Por Alexandre Barreto

03/07/2026 | 12h12

São Paulo - A NASA lançou nesta sexta-feira, 3, espaçonave LINK, responsável por tentar salvar o telescópio espacial Swift, que perde altitude e corre o risco de reentrar na atmosfera da Terra nos próximos meses. Após três dias de adiamentos, a missão decolou às 4h36 (horário de Brasília) a bordo de um foguete Pegasus XL, da Northrop Grumman, lançado do Atol de Kwajalein, no Oceano Pacífico Sul.

Com o lançamento concluído, a LINK já está em órbita terrestre. Nas próximas semanas, a equipe da missão verificará o funcionamento da espaçonave antes de iniciar a aproximação do Observatório Neil Gehrels Swift, conhecido como Swift.

O objetivo da missão é elevar novamente a órbita do observatório, que continua realizando pesquisas sobre explosões de raios gama, um dos fenômenos mais energéticos do universo. Caso a órbita não fosse corrigida, o Swift poderia reentrar na atmosfera e se desintegrar ainda neste ano.

"O Swift faz parte do programa Medium Explorer (MIDEX) da NASA e foi lançado em órbita baixa da Terra a bordo de um foguete Delta 7320 em 20 de novembro de 2004", informou a agência.

A LINK foi desenvolvida para capturar o telescópio com braços robóticos e impulsioná-lo para uma altitude mais segura, permitindo que ele continue em operação. Durante esse processo, a NASA suspendeu temporariamente as atividades científicas do Swift.

A missão faz parte de um contrato firmado entre a NASA e a empresa Katalyst Space para prolongar a vida útil do observatório. Se a operação for concluída com sucesso, o Swift voltará a realizar observações do universo após a estabilização da nova órbita.

"Os três instrumentos [do observatório] permitem que os cientistas examinem as explosões de raios gama como nunca antes. Segundos após detectar uma explosão, o Swift transmite sua localização para estações terrestres, permitindo que telescópios terrestres e espaciais ao redor do mundo observem o brilho residual da explosão", explicou a NASA, ao destacar a importância do telescópio.

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