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Trump diz esperar reunião com Irã “em breve”; Parlamento iraniano nega

Divulgação/Site whitehouse.gov

Presidente disse haver “uma boa chance” de o entendimento ser positivo para os dois lados - Divulgação/Site whitehouse.gov
Presidente disse haver “uma boa chance” de o entendimento ser positivo para os dois lados
Por Broadcast

23/03/2026 | 18h52

São Paulo -  O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou esperar que o Irã aceite um acordo que possa encerrar as hostilidades no Oriente Médio e que, se o pacto for firmado, o planeta ficará mais seguro. Ele reiterou que Teerã não terá arma nuclear, condição exigida nas negociações, e avaliou haver “uma boa chance” de o entendimento ser positivo para os dois lados.

Segundo Trump, o Irã “quer muito” fazer um acordo e Teerã entrou em contato com Washington, e não o contrário, mas espera uma reunião em breve.

A informação, no entanto, não foi confirmada pelo país. O presidente do Parlamento do Irã, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que não houve negociações de Teerã com os EUA e que “notícias falsas” servem para manipular mercados financeiros e de petróleo e “escapar do atoleiro em que os EUA e Israel estão presos”.

Em postagem na rede X, disse que oficiais apoiam o líder e o povo até que objetivos contra os EUA sejam alcançados. Mais cedo, a Axios informou que enviados especiais dos EUA, Steve Witkoff e Jared Kushner, estariam negociando com Ghalibaf e que mediadores tentam convocar reunião em Islamabad ainda nesta semana.

Já o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse, em pronunciamento, que, junto com os EUA, continuam atacando tanto o Irã quanto o Líbano. “Estamos destruindo o programa de mísseis e o programa nuclear, e continuamos prejudicando gravemente o Hezbollah", disse. "Há poucos dias, eliminamos mais dois cientistas nucleares. Protegeremos nossos interesses vitais em qualquer situação", afirmou.

Estreito de Ormuz

Com relação ao Estreito de Ormuz, Donald Trump afirmou que pode ser aberto “muito em breve”. Questionado sobre o controle da rota, respondeu que será administrada em conjunto. Trump afirmou querer o máximo de petróleo possível no sistema e disse que “seria ótimo” ter um financiamento militar de US$ 200 bilhões.

Leia também: Trump sinaliza diálogo positivo com o Irã e determina suspensão de ataques

Reações internacionais

No Reino Unido, o primeiro-ministro Keir Starmer disse estar ciente de que negociações entre EUA e Irã estão acontecendo, embora o país se planeje para a possibilidade de o conflito se prolongar. Ele afirmou não ter preocupações sérias quanto ao abastecimento de energia e disse que o Reino Unido enviará mísseis de defesa para Bahrein, Catar e Arábia Saudita.

A China avaliou que a situação no Oriente Médio atingiu a segurança energética e comercial global e pediu que os países envolvidos parem imediatamente as operações militares. O porta-voz Lin Jian afirmou que Pequim está em comunicação com partes relevantes para trabalhar pela desescalada e alertou que a continuidade da guerra pode mergulhar a região no caos.

Rússia e Irã discutiram por telefone os desdobramentos e as consequências de segurança das ações militares de EUA e Israel, segundo canal do Telegram do ministério iraniano. O chanceler Seyed Abbas Araghchi reafirmou a determinação de defender a soberania e disse que a ameaça de atacar infraestrutura energética é “crime de guerra e genocídio”, com resposta “rápida e decisiva” se ocorrer. Sergey Lavrov condenou os ataques e disse que a Rússia atua em fóruns internacionais para proteger o direito internacional e evitar a dissolução do estado de direito.

(Por Isabella Pugliese Vellani, Laís Adriana, Thais Porsch e Matheus Andrade, especial para o Broadcast)

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