Trump diz que ação no Irã será finalizada 'muito rápido'
Molly Riley/Casa Branca
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou hoje que a ação do país no Irã será uma "excursão curta" e que será finalizado muito rápido. Em discurso à sua base republicana, ele defendeu a necessidade de agir para "derrotar o mal", indicando que os iranianos estavam a duas semanas de possuir armas nucleares. O presidente indicou que ainda não terminou a ação no país, mas apontou para uma série de danos à capacidade iraniana, como 80% de destruição nos locais que possuíam mísseis.
"Temos maior força militar do mundo, agora todos entendem", disse Trump, reforçando o "quão bons são nossos militares". Segundo ele, as ações no Irã e na Venezuela mostraram as capacidades militares do país, que "voltou a ser respeitado", segundo o presidente.
Trump apontou por várias vezes que o país vai bem economicamente, citando desemprego e os recordes no mercado acionário. Segundo ele, a inflação não deverá ter grande impacto da "ação rápida" no Irã.
Em entrevista por telefone para a CBS nesta tarde, o republicano também revelou que ainda pensa em tomar o Estreito de Ormuz para controlar a passagem de navios na região. Segundo ele, o estreito está aberto e alguns navios estão transitando.
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Trump disse que poderia "fazer muito" pela navegação no local e voltou a ameaçar o Irã. "Eles já atiraram em tudo que tinham para atirar, e é melhor não tentarem nada engraçado ou será o fim daquele país. Se fizerem algo ruim, será o fim do Irã e você jamais irá escutar este nome de novo", afirmou ele para a repórter da CBS, Weijia Jiang.
O presidente americano também comentou a escolha do aiatolá Mojtaba Khamenei como líder supremo do Irã, substituindo seu pai, Ali Khamenei, no cargo. "Não tenho qualquer mensagem para ele", afirmou ao canal de televisão, acrescentando que possui outra pessoa em mente para o cargo.
Trump disse estar "muito adiantado" no cronograma de aproximadamente cinco semanas para encerrar a guerra, dado por ele na semana passada. "Encerrar a guerra é tudo na minha mente, e de mais ninguém", disse, ao ser questionado se o conflito poderia acabar em breve.
O norte-americano disse ainda que teve uma ligação telefônica muito positiva com o líder russo, Vladimir Putin nesta segunda-feira e ele "quer ser útil em relação ao Irã".
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Relatório confidencial
A avaliação do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA em fevereiro concluiu que nem ataques aéreos limitados nem uma campanha militar maior e prolongada provavelmente resultariam na tomada do poder por um novo governo no Irã, mesmo que a liderança atual fosse morta.
Isso é o que afirmam duas pessoas familiarizadas com a conclusão, que falaram sob condição de anonimato para descrever o relatório confidencial. A conclusão enfraquece a afirmação do governo de que pode completar seus objetivos no Irã de forma relativamente rápida, talvez em questão de semanas.
(Por Laís Adriana e Matheus Andrade, especial para a Broadcast)
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