Trump: guerra contra o Irã é 'investimento para o futuro' e vai acabar logo
São Paulo - O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em pronunciamento à nação na noite desta quarta-feira, 1, o objetivo da guerra contra o Irã é destruir a capacidade do país de ameaçar os EUA e outras nações. Segundo ele, a campanha militar segue “dentro do planejado” e deve ser intensificada nas próximas duas ou três semanas.
Trump declarou que a Marinha e as forças aéreas iranianas estão em ruínas, que os principais líderes do regime foram mortos e que a capacidade de lançar mísseis e drones foi dramaticamente reduzida.
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De acordo com o presidente, fábricas de armas e lançadores de foguetes estão sendo destruídos. “Nunca na história da guerra um inimigo sofreu perdas tão severas e devastadoras em larga escala em questão de semanas”, disse.
O presidente afirmou que os Estados Unidos continuarão a ofensiva até que todos os objetivos militares sejam alcançados. “Estamos no caminho certo para completar todos nossos objetivos em breve, muito em breve”, disse, acrescentando que, sem acordo, os EUA poderão atingir usinas de geração de energia do Irã “muito fortemente e provavelmente simultaneamente”.
Trump também afirmou que, embora a mudança de regime não tenha sido o objetivo inicial, “isso acabou acontecendo”, e avaliou que o novo governo iraniano é mais fácil de negociar.
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Ao comentar os impactos econômicos, o presidente voltou a pressionar aliados ao dizer que países dependentes do petróleo que passa pelo Estreito de Ormuz devem se preocupar com a rota.
Segundo ele, os EUA importam pouco petróleo da região e possuem alta capacidade de produção interna. Trump atribuiu ao regime iraniano a recente alta no preço dos combustíveis, mas afirmou que os valores devem cair com a reabertura da via marítima.
O presidente classificou a guerra como um “investimento no futuro” e disse que, ao fim do conflito — atualmente no 32º dia —, os Estados Unidos estarão “mais seguros, mais fortes, mais prósperos e maiores do que jamais foram”.
(Por Jean Mendes e Vinícius Novais)
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