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Varejo começa o ano em queda, com retração de 1,5% em janeiro, diz Cielo

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Queda reflete consumidor seletivo e atento às prioridades - Adobe Stock
Queda reflete consumidor seletivo e atento às prioridades
Por Broadcast

09/02/2026 | 11h37

São Paulo, 09/02/2026 - O varejo brasileiro iniciou 2026 em retração, com queda de 1,5% em termos reais em janeiro, segundo o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA). O resultado considera o índice deflacionado sem ajuste de calendário e representa a menor variação para o mês de janeiro desde o período da pandemia global de Covid, quando o consumo foi fortemente impactado por choques externos e o setor recuou 12,6%, em janeiro de 2021.

Em comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o vice-presidente de Negócios da Cielo, Carlos Alves, destaca que janeiro começou de forma mais contida, refletindo um consumidor seletivo e atento às prioridades.

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O varejo físico ajudou a sustentar o mês, enquanto o digital desacelerou. Os setores essenciais mantiveram estabilidade, e Turismo e Transporte se destacaram pelo efeito das férias. O momento exige foco e direção estratégica para que os varejistas possam conquistar espaço mesmo em um ambiente mais desafiador", afirma.


Em termos nominais, o faturamento do varejo cresceu 1,3% sem ajuste de calendário, mas ficou próximo da estabilidade quando considerado o ajuste (-0,3%). Ao descontar a inflação, a retração se aprofunda: o ICVA deflacionado com ajuste de calendário recuou 3,1%, posicionando janeiro de 2026 entre os meses mais fracos da série histórica do indicador em termos reais.

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O desempenho do mês reflete um início de ano marcado por consumo mais cauteloso e seletivo. Segundo o indicador, o varejo físico apresentou crescimento nominal de 2,1%, ajudando a suavizar o resultado geral, enquanto o e-commerce recuou 1,5%.

O movimento indica maior peso das compras presenciais ligadas à reposição e à rotina, além de uma base de comparação mais desafiadora para o canal digital após o forte avanço observado em anos anteriores.

O cenário foi especialmente desfavorável para o consumo de bens duráveis e semiduráveis, que registraram queda real de 5,4% em janeiro. 

Com o orçamento pressionado por despesas fixas e sazonais típicas do início do ano - como impostos, mensalidades escolares e reajustes de serviços -, as famílias priorizaram itens essenciais.

Em contraste, o macrossetor de bens não duráveis apresentou crescimento real de 0,7%, impulsionado principalmente por supermercados e hipermercados.

O macrossetor de Serviços também seguiu pressionado, com retração real de 3,9% no mês. Apesar do desempenho positivo de Turismo e Transporte, favorecido pelo período de férias, o resultado foi impactado negativamente por Alimentação - Bares e Restaurantes, segmento ainda pressionado por custos elevados e repasses de preços, mesmo em um ambiente de inflação mais controlada.

Regiões

Todas as regiões do País apresentaram retração em termos reais no mês, segundo o ICVA deflacionado com ajuste de calendário. O Centro-Oeste registrou a maior queda (-5,0%), seguido por Norte (-3,9%), Nordeste (-3,7%), Sul (-3,4%) e Sudeste (-2,6%). Em termos nominais com ajuste, apenas o Sudeste apresentou leve crescimento (0,2%), enquanto o Sul ficou estável.

De forma geral, janeiro de 2026 confirma um início de ano mais fraco para o varejo brasileiro. Mesmo com inflação mais estável, os efeitos acumulados das pressões inflacionárias observadas ao longo de 2025 continuam limitando o ganho real das famílias, reforçando um ambiente de cautela e adiamento de compras de maior valor", destaca a Cielo.


(Por Beth Moreira)

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