Vendas do comércio caem 0,8% em maio, mas sobem 2,8% no ano, diz Stone
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São Paulo - As vendas do comércio varejista brasileiro recuaram 0,8% em maio ante abril, no segundo mês consecutivo de queda, segundo o Índice do Varejo Stone (IVS). Na comparação com maio de 2025, as vendas do setor avançaram 2,8%. Os números em ambos os casos são nominais - ou seja, não descontam a inflação do período.
Para Guilherme Freitas, economista e pesquisador da Stone, o resultado de maio reforça um cenário de desaceleração do varejo, especialmente nos segmentos mais dependentes de crédito, embora o setor siga amparado por fundamentos positivos do mercado de trabalho.
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"O mercado de trabalho continua resiliente, com renda em patamar elevado e desemprego próximo das mínimas históricas, o que ajuda a sustentar o consumo das famílias. Ainda assim, o elevado comprometimento da renda com dívidas e o alto custo do crédito seguem limitando uma recuperação mais consistente do varejo", afirma Freitas.
Segmentos
No recorte mensal, quatro dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento em maio. A maior alta foi registrada em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (13,4%), seguida por Tecidos, Vestuário e Calçados (2,6%), Móveis e Eletrodomésticos (1,5%) e Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (0,9%). Entre os setores que registraram queda, estão Material de Construção (-2,4%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-1,6%), Artigos Farmacêuticos (-1,1%) e Combustíveis e Lubrificantes (-0,8%).
No comparativo anual, sete dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (15,0%), seguida por Combustíveis e Lubrificantes (11,9%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (4,6%), Tecidos, Vestuário e Calçados (3,4%), Móveis e Eletrodomésticos (2,5%), Artigos Farmacêuticos (2,0%) e Material de Construção (1,9%). A única queda foi registrada em Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (-0,3%).
Análise por regiões
Na análise por regiões, Sul, Sudeste e Norte concentraram os resultados mais positivos do País, com crescimento em praticamente todos os seus Estados na comparação anual. "O destaque ficou para Santa Catarina, Pará e Amazonas, que figuraram entre os maiores avanços. Já o Nordeste apresentou um cenário mais diversificado, concentrando parte das retrações observadas no período, embora a maioria de seus Estados também tenha permanecido em trajetória de crescimento", nota o economista.
Na comparação anual, 23 unidades federativas apresentaram crescimento em maio. O maior avanço foi registrado em Santa Catarina (5,8%), seguido por Pará (5,7%), Mato Grosso do Sul (5,5%), Amazonas e Rio de Janeiro (5,2%), Amapá (5,1%), Sergipe (4,8%), Rondônia (4,5%), Mato Grosso (3,9%), São Paulo (3,8%), Piauí e Pernambuco (3,7%), Espírito Santo (3,6%), Bahia (3,2%), Maranhão (2,8%), Rio Grande do Sul (2,4%), Minas Gerais (2,2%), Paraná e Goiás (1,7%), Tocantins (1,6%), Rio Grande do Norte (1,4%), Roraima e Paraíba (1,1%). As quedas foram registradas em Alagoas (-2,4%), Distrito Federal (-1,9%), Ceará (-0,2%) e Acre (-0,1%).
(Por Caroline Aragaki)
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