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Venezuela convoca 'forças especiais e políticas' e pede prova de vida de Maduro

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Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, concede entrevista à VPI TV - Reprodução Instagram
Delcy Rodríguez, vice-presidente da Venezuela, concede entrevista à VPI TV
Por Broadcast

03/01/2026 | 10h25 ● Atualizado | 10h27

São Paulo, 03/01/2026 - O Governo da Venezuela classificou a operação militar dos Estados Unidos como uma agressão que busca apenas se apoderar dos recursos naturais do país, e convocou o povo a ir para as ruas contra o ataque.
Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa neste sábado, 3. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação.
A República Bolivariana da Venezuela rejeita, repudia e denuncia perante a comunidade internacional a gravíssima agressão militar perpetrada pelo governo dos Estados Unidos contra o território e a população venezuelana. O governo bolivariano convoca todas as forças sociais e políticas do país a ativarem os planos de mobilização e repudiarem este ataque imperialista. O povo da Venezuela e sua Força Armada Nacional Bolivariana, em perfeita fusão popular-militar-policial, encontram-se mobilizados para garantir a soberania e a paz, afirmou o governo venezuelano em comunicado oficial.
Segundo o governo local, os ataques ocorreram nas localidades civis e militares da cidade de Caracas, capital do país, e nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira. Ainda não há um balanço com números de possíveis mortos e feridos.
O governo afirmou que a operação dos EUA constitui uma violação da Carta das Nações Unidas, especialmente dos seus artigos 1 e 2, que consagram o respeito à soberania, à igualdade jurídica dos Estados e à proibição do uso da força.
"Tal agressão ameaça a paz e a estabilidade internacional, concretamente da América Latina e do Caribe, e coloca em grave risco a vida de milhões de pessoas", declarou o governo na nota oficial.
A Venezuela afirmou ainda que o objetivo do ataque dos EUA é se apoderar dos recursos estratégicos locais, em particular do seu petróleo e minerais, tentando quebrar pela força a independência política da nação.

Prova de vida

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodriguez, disse que desconhece o paradeiro do presidente da Venezuela, Nicolas Maduro e sua esposa, e exigiu que o governo americano dê uma prova de vida do dirigente do país e da primeira-dama.
Ante esse ataque brutal, desconhecemos o paradeiro do presidente Nicolas Maduro. Exigimos do governo de Donald Trump prova de vida imediata, disse.
Delcy afirmou que Maduro já havia advertido “o povo venezuelano de que uma agressão dessa natureza poderia acontecer”. A vice-presidente exigiu respeito aos direitos internacionais e disse ativar imediatamente o ministro da Defesa, “nossa força armada e o povo organizado”. Ela ainda pediu que o povo do país se ative em defesa dos recursos naturais do país.
O ministro da Defesa venezuelano, Vladimir Padrino, afirmou em vídeo que a Venezuela não aceitará a presença de forças estrangeiras. Segundo ele, o ataque dos Estados Unidos teria atingido áreas civis e a Venezuela estaria coletando informações sobre mortos e feridos.

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