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Eleições 2026

Abstenção de eleitores com mais de 70 anos cai de 58,8% para 49,1% em 2026

Comparecimento às urnas cresceu em relação a 2022, apesar do aumento do eleitorado idoso, que soma 17,2 milhões de pessoas aptas a votar

Alexandre Barreto

Por Alexandre Barreto

17/10/2026 | 11h30

Paulo Pinto/Agencia Brasil

Mesmo com voto facultativo, mais pessoas 70+ foram às urnas nas eleições deste ano - Paulo Pinto/Agencia Brasil
Mesmo com voto facultativo, mais pessoas 70+ foram às urnas nas eleições deste ano
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A abstenção de eleitores com mais de 70 anos caiu de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno das eleições de 2026, segundo dados do Movimento Voto 70+, refletindo um aumento na participação política dessa faixa etária.

O número de eleitores com mais de 70 anos cresceu de 14,9 milhões em 2022 para 17,2 milhões em 2026, enquanto a abstenção geral no eleitorado brasileiro foi de 21,08%, com cerca de 33 milhões de eleitores não comparecendo às urnas.

Medidas como prioridade nas filas, transporte gratuito e campanhas de conscientização foram implementadas para facilitar o voto de idosos, além de pesquisas que identificaram perfis de eleitores que não votam devido a questões de autoestima política e obstáculos logísticos.

Resumo gerado por IA

São Paulo - A abstenção de eleitores com mais de 70 anos caiu de 58,8% em 2022 para 49,1% no primeiro turno das eleições de 2026, uma redução de 9,7 pontos percentuais. Os dados são de um levantamento do Movimento Voto 70+, iniciativa apartidária que incentiva a participação política da população idosa, com base em informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A queda ocorreu mesmo com o aumento do número de eleitores nessa faixa etária. O contingente de pessoas com mais de 70 anos aptas a votar passou de 14,9 milhões, em 2022, para 17,2 milhões em 2026. Considerando todos os brasileiros com mais de 60 anos, o eleitorado chega a 36,8 milhões de pessoas.

No conjunto do eleitorado brasileiro, a abstenção foi de 21,08% no primeiro turno de 2026. Ao todo, cerca de 33 milhões de eleitores aptos deixaram de comparecer às urnas.

Comparecimento diminui com o avanço da idade

Os dados do TSE mostram que a participação eleitoral varia entre os grupos de eleitores com voto facultativo. Entre as pessoas de 70 a 74 anos, 68,77% compareceram às urnas. O percentual diminui nas faixas etárias mais avançadas.

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Confira os índices de comparecimento no primeiro turno de 2026:

  • 70 a 74 anos: 68,77%;
  • 75 a 79 anos: 52,23%;
  • 80 a 84 anos: 37,12%;
  • 85 a 89 anos: 24,30%;
  • 90 a 94 anos: 13,46%;
  • 95 a 99 anos: 4,34%.

O voto é facultativo para brasileiros com mais de 70 anos, analfabetos e jovens de 16 e 17 anos. Eleitores com mais de 80 anos também têm prioridade nas filas das seções eleitorais.

Entre as medidas adotadas pelo governo para facilitar o voto de idosos nas eleições deste ano estão a prioridade nas filas, a possibilidade de transferência para seções acessíveis, o transporte gratuito em situações previstas em lei e as campanhas de conscientização. Além disso, o comparecimento às urnas pode servir como prova de vida do INSS.

Motivos para a abstenção entre idosos

Para investigar as razões que levam pessoas com mais de 70 anos a deixar de votar, o Movimento Voto 70+ realizou a pesquisa exploratória "Retratos do Voto 70+: descobertas sobre a abstenção eleitoral".

O estudo identificou três perfis entre os eleitores que afirmaram que não votariam ou não tinham certeza se compareceriam às urnas em 2026. O primeiro reúne pessoas com baixa autoestima política, que acreditam que o próprio voto não faz diferença. O segundo inclui quem considera que o resultado eleitoral já não terá impacto sobre sua vida.

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O terceiro perfil é formado por eleitores que desejam votar, mas enfrentam obstáculos físicos ou logísticos, como dificuldades de mobilidade, distância do local de votação, filas e dependência de outras pessoas para o deslocamento.

Segundo a Data8, centro de pesquisa especializado em tendências e inovação sobre a economia da longevidade, compreender esses perfis ajuda a explicar por que a abstenção continua elevada mesmo com o crescimento do eleitorado idoso.

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